AS TRÊS GRANDES GUERRAS MUNDIAIS

AS GUERRAS MUNDIAIS

4.1 AS CAUSAS PROVIDENCIAIS DAS GUERRAS MUNDIAIS

As guerras começam devido a fatores tais, como: conflitos de interesses políticos e econômicos e choques de ideologia. Contudo, estas são causas meramente externas. Há também causas internas por trás das guerras, tal como existem motivações tanto internas como externas para todas as ações humanas. As ações humanas são decididas pelo livre-arbítrio do indivíduo, que tenta responder externamente às situações com as quais é confrontado e seguir sua tendência interna em direção à vontade de Deus e ao avanço de Sua Providência da Restauração. Portanto, o bem ou o mal em uma ação humana não deve ser julgado apenas pelos motivos externos. O mesmo pode ser dito das guerras mundiais, que foram o resultado da colisão mundial entre as ações de numerosos indivíduos impulsionados por seus livres-arbítrios. Deste modo, não podemos captar o significado providencial das guerras mundiais focando-nos apenas nos conflitos de interesses políticos e econômicos, choques ideológicos ou outras causas externas. Quais as causas providenciais internas das guerras mundiais? Primeiro, as guerras mundiais foram o resultado da última e desesperada batalha de Satanás para preservar sua soberania. Desde a Queda dos primeiros antepassados humanos, Satanás tem construído imitações defeituosas e fora do Princípio do mundo ideal de Deus. Assim, buscando restaurar o mundo ideal de Seu princípio, Deus tem trabalhado gradualmente para expandir Seu domínio, reformando o mundo fora do Princípio sob o cativeiro
de Satanás. Deste modo, no curso da Providência da Restauração, uma falsa representação do ideal divino aparece antes do surgimento de sua verdadeira manifestação. A profecia bíblica que prediz o aparecimento do anticristo antes do retorno de Cristo é uma ilustração desta verdade. A história humana sob a má soberania de Satanás terminará com o Segundo Advento de Cristo. E, então, será transformada na história da humanidade que vive no reino da boa soberania de Deus. Nesse tempo, Satanás travará uma última batalha. Quando os israelitas estavam prestes a deixar o Egito no curso nacional para restaurar Canaã, Satanás atuou através do Faraó para empreender uma árdua luta a fim de mantê-los em cativeiro. Em virtude disso, foi permitido ao lado de Deus golpeá-los com os três sinais sobrenaturais. Da mesma forma, nos Últimos Dias, Satanás tem empreendido sua última batalha para arruinar o lado de Deus que havia se preparado para trilhar o curso mundial para restaurar Canaã. Os três contra-ataques defensivos de Deus para vencer as agressões de Satanás manifestaram-se como as três guerras mundiais. Segundo, as três guerras mundiais aconteceram com o objetivo de cumprir as condições mundiais de indenização para restaurar as três grandes bênçãos. Ao criar os seres humanos, Deus lhes deu três bênçãos: alcançar a perfeição individual, multiplicar como uma família ideal e adquirir domínio sobre a Criação. Realizando estas três bênçãos nossos primeiros antepassados teriam construído o Reino do Céu na Terra. Uma vez que o próprio Deus criou os seres humanos e os abençoou, Ele não anulou estas bênçãos apenas porque eles caíram. Deus teve que permitir que as pessoas decaídas construíssem um mundo fora do Princípio que imitava as três bênçãos de forma defeituosa sob a liderança de Satanás. Deste modo, no final da história humana, emergiu um mundo fora do Princípio, propondo-se a realizar, de forma pervertida, a forma externa das três bênçãos: um indivíduo movido pela causa de Satanás, a multiplicação de filhos satânicos e a conquista do mundo para o domínio de Satanás. Para cumprir as condições mundiais de indenização a fim de restaurar as três grandes bênçãos de Deus, três conflitos mundiais devem ocorrer para que Deus possa prevalecer sobre o mundo satânico através dos três estágios de formação, crescimento e aperfeiçoamento. Terceiro, as três guerras mundiais ocorreram para que toda a humanidade possa indenizar em nível mundial as três tentações através das quais Satanás tentou destruir Jesus. Como discípulos de Jesus, os cristãos devem seguir o curso de seu Mestre e superar as três tentações que ele enfrentou no deserto como indivíduos, famílias, nações e em nível mundial. Quarto, as guerras mundiais aconteceram para estabelecer a condição mundial de indenização para restaurar a soberania de Deus. Se os primeiros antepassados humanos não tivessem caído mas tivessem atingido a perfeição, passando através dos três estágios do período de crescimento, eles teriam realizado o mundo da soberania de Deus. Da mesma forma, a restauração do mundo deve ocorrer também através dos três estágios. A restauração deste mundo requer em primeiro lugar que seja dividido em dois: mundo tipo Caim e mundo tipo Abel, e que ocorram três confrontos finais, nos quais o mundo celeste tipo Abel deve prevalecer sobre o mundo satânico tipo Caim. Esta é a condição para restaurar por indenização mundial o assassinato de Abel por Caim. Após essa vitória, o mundo da soberania de Deus será estabelecido. Deste modo, as guerras mundiais são os conflitos globais finais na história humana, os quais restauram horizontalmente por indenização o propósito de todas as guerras que foram empreendidas para a restauração da soberania de Deus no curso vertical da Providência.

4.2 A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

4.2.1 SUMÁRIO DA PROVIDÊNCIA NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

A monarquia absoluta havia terminado como consequência das revoluções democráticas tipo Caim e tipo Abel, que haviam emergido das visões de vida tipo Caim e tipo Abel. A Revolução Industrial que se seguiu eliminou os restos do feudalismo e conduziu à ascendência do capitalismo. Este foi sucedido pela idade do imperialismo. Na esfera política, a Primeira Guerra Mundial foi um conflito entre as democracias tipo Abel, que perseguiam a meta da Providência da Restauração e os estados autoritários onde os ideais democráticos tipo Caim estavam prosperando em oposição às metas da Providência da Restauração. A Primeira Guerra foi uma batalha entre as nações imperialistas do lado de Deus e as nações imperialistas do lado de Satanás. Em termos econômicos, esta guerra foi um conflito entre as nações capitalistas recentemente industrializadas que buscavam estabelecer mais colônias. Na esfera da religião e da ideologia, as nações tipo Caim, incluindo a Turquia, uma nação muçulmana que perseguia o Cristianismo, e seus aliados, a Alemanha e a Áustria-Hungria, combateram as nações tipo Abel Inglaterra, Estados Unidos, França e Rússia, que exaltavam o Cristianismo. Ao término da Primeira Guerra Mundial, as democracias tipo Abel haviam obtido vitória no estágio de formação.

4.2.2 O QUE DECIDE O LADO DE DEUS E O LADO DE SATANÁS?

A questão sobre quais nações estão do lado de Deus e quais estão do lado de Satanás é decidida com base na direção da Providência da Restauração de Deus. Aquelas que estão alinhadas com a direção da Providência de Deus ou que estão agindo em conformidade com essa direção, mesmo indiretamente, estão no lado de Deus, enquanto aquelas que assumem uma posição oposta, estão do lado de Satanás. Portanto, se um indivíduo ou uma nação pertence ao lado de Deus ou ao lado de Satanás, isso nem sempre está de acordo com o julgamento de nosso senso comum ou consciência. Por exemplo: Alguém que desconheça a Providência de Deus pode julgar que o ato de Moisés ao matar o capataz egípcio foi mau. Contudo, o mesmo ato pode ser considerado bom, uma vez que estava alinhado com a Providência de Deus. Da mesma forma, os israelitas invadiram as terras de Canaã e mataram muitos cananeus aparentemente sem muita justificativa. Para alguém que desconhece a Providência de Deus, este ato pode parecer mau e cruel; não obstante, era justo aos olhos de Deus. Mesmo se houvesse mais pessoas boas entre os cananeus do que entre os israelitas, naquele momento, os cananeus pertenciam coletivamente ao lado de Satanás, enquanto os israelitas pertenciam coletivamente ao lado de Deus. Investiguemos este conceito na esfera da religião. Uma vez que o objetivo de todas as religiões é a bondade, todas elas pertencem ao lado de Deus. Entretanto, quando uma religião obstrui o caminho de outra religião que está mais próxima do centro da Providência de Deus, esta se encontrará posicionada no lado de Satanás. A cada religião é dada uma missão para ser cumprida em uma época específica, mas se a época de sua responsabilidade tiver passado e esta se tornar um obstáculo para uma religião emergente portadora de uma nova missão para a idade seguinte, então aquela velha religião estará no lado de Satanás. Antes da vinda de Jesus, o Judaísmo e seus seguidores estavam no lado de Deus. Entretanto, quando perseguiram Jesus, que veio com uma nova missão — que incluía, dentre outras tarefas, cumprir o propósito do próprio Judaísmo — o Judaísmo foi deslocado para o lado de Satanás, independentemente de como e quanto fielmente havia servido a Deus no passado. No mundo moderno, sistemas que advogam a visão de vida tipo Abel pertencem ao lado de Deus, enquanto aqueles que advogam a visão de vida tipo Caim estão no lado de Satanás. Por exemplo: Não importa quão ético e dedicado o pensamento materialista, baseado na visão de vida tipo Caim, possa parecer de uma perspectiva humanista, ele ainda pertence ao lado de Satanás. Por esta razão, o mundo comunista pode ser visto como sendo o mundo satânico. Por outro lado, uma vez que o mundo democrático, que defende a liberdade religiosa, está baseado na visão de vida tipo Abel, ele pode ser visto como pertencente ao lado de Deus. O Cristianismo foi estabelecido como a religião central com a missão última de cumprir a meta de todas as religiões. Assim, qualquer nação que persiga o Cristianismo ou obstrua seu progresso, direta ou indiretamente, está no lado de Satanás. Na Primeira Guerra Mundial, os poderes Aliados liderados pela Inglaterra, os Estados Unidos, a França e a Rússia eram nações cristãs; além disso, elas estavam lutando para libertar os cristãos sob perseguição na Turquia. Portanto, estavam no lado de Deus. Por outro lado, a Alemanha e a Áustria-Hungria, os poderes centrais principais apoiavam a Turquia, uma nação muçulmana que perseguia o Cristianismo. Por isso, juntos com a Turquia, eles estavam no lado de Satanás.

4.2.3 AS CAUSAS PROVIDENCIAIS POR TRÁS DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Quais as causas providenciais internas da Primeira Guerra Mundial? A Primeira Guerra Mundial teve que ocorrer, primeiramente, para estabelecer a condição mundial de indenização para restaurar as três grandes bênçãos de Deus em estágio de formação. Satanás estava construindo antecipadamente uma imitação distorcida do mundo ideal de Deus, o qual deveria ter sido estabelecido por Adão. Assim, deveria aparecer no final da história um mundo fora do Princípio que realizaria uma forma externa distorcida das três bênçãos em estágio de formação, conduzida por uma imitação de Adão do lado de Satanás. O lado de Deus, então, deveria prevalecer sobre o mundo fora do Princípio para estabelecer a condição de indenização.
De fato, o Kaiser Guilherme II (1859-1941) da Alemanha, que deu início à Primeira Guerra Mundial, era a imitação de Adão do lado de Satanás. Ele estava no estágio de formação semelhante a alguém que atingiu a perfeição individual. Ele manifestava o perfil de alguém que cumpriu a bênção da multiplicação de filhos, advogando o pangermanismo e manifestava uma forma de domínio sobre a Criação através da implementação de sua política de hegemonia mundial. Desta maneira, o Kaiser realizou um mundo fora do Princípio, realizando uma imitação satânica das três grandes bênçãos em estágio de formação. Assim, a Primeira Guerra Mundial estabeleceu a condição mundial de indenização em estágio de formação para restaurar, no futuro, o mundo onde as três grandes bênçãos serão verdadeiramente cumpridas centradas em Deus. Segundo: A Primeira Guerra Mundial ocorreu a fim de fazer com que as pessoas do lado de Deus coletivamente indenizassem em nível mundial a primeira tentação que Jesus sofreu. À luz do significado das três tentações sofridas por Jesus, podemos reconhecer que o lado de Deus devia prevalecer na Primeira Guerra Mundial para estabelecer a condição de indenização para restaurar a primeira bênção de Deus em nível mundial. Prevalecendo em sua primeira tentação no deserto, Jesus, simbolizado pela Rocha, restaurou sua individualidade e estabeleceu o fundamento para restaurar a perfeição do caráter individual. Da mesma forma, ao prevalecer na Primeira Guerra Mundial, o lado de Deus não somente devia derrotar o mundo de Satanás e seu centro, como também devia construir o mundo de Deus e estabelecer o fundamento para o seu próprio centro, o Cristo do Segundo Advento. Esta deveria ser a base sobre a qual o Cristo poderia nascer e aperfeiçoar seu caráter individual. Terceiro: A Primeira Guerra Mundial ocorreu a fim de estabelecer o fundamento em estágio de formação para a restauração da soberania de Deus. A democracia surgiu para pôr um fim no regime monárquico autoritário e como o sistema político definitivo com a missão de restaurar a soberania de Deus. Na Primeira Guerra Mundial, o lado de Deus devia ser vitorioso e expandir sua política territorial para cristianizar o mundo. Estabelecendo um vasto e firme fundamento político-econômico, asseguraria o fundamento em estágio de formação para o mundo democrático e, simultaneamente, o fundamento em estágio de formação para restaurar a soberania de Deus.

4.2.4 OS RESULTADOS PROVIDENCIAIS DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

A vitória das Forças Aliadas na Primeira Guerra Mundial estabeleceu a condição de indenização em estágio de formação para restaurar as três grandes bênçãos de Deus em nível mundial. Ao superar a primeira tentação de Jesus em nível mundial, eles cumpriram a condição de indenização para restaurar a primeira bênção de Deus em nível mundial. A vitória da democracia também estabeleceu o fundamento em estágio de formação para a restauração da soberania de Deus. Com a derrota do mundo satânico e de seu dirigente, o Kaiser, o mundo do lado de Deus obteve vitória em estágio de formação e estabeleceu o fundamento para o nascimento de Cristo, o qual está destinado a ser o Senhor do mundo de Deus. Simultaneamente, o comunismo foi estabelecido na Rússia. Stálin logo chegou ao poder como uma imitação do Cristo do Segundo Advento do lado de Satanás. Uma vez que Cristo vem com os ideais do Reino do Céu na Terra — interdependência, prosperidade mútua e valores universalmente compartilhados — o lado satânico tenta realizar estes ideais antecipadamente, construindo uma imitação do Reino do Céu na Terra, liderado pela imitação satânica do Cristo do Segundo Advento. Em conclusão, com a vitória do lado de Deus na Primeira Guerra Mundial, foi estabelecido o fundamento para o Segundo Advento do Messias. A partir daquele tempo, começou o estágio de formação da providência do Segundo Advento.

4.3 A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

4.3.1 SUMÁRIO DA PROVIDÊNCIA NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

A origem espiritual da democracia moderna reside no empenho das pessoas para realizar os valores da visão de vida tipo Abel. A democracia segue as aspirações internas e externas da natureza humana original e certamente se desenvolverá em direção ao mundo ideal de Deus. O fascismo, por outro lado, impedia as pessoas de seguir as aspirações de sua natureza original. Na Segunda Guerra Mundial, a democracia, apoiada na vitória obtida em estágio de formação na Primeira Guerra Mundial, derrotou o fascismo e assegurou a vitória em estágio de crescimento.

4.3.2 A NATUREZA DO FASCISMO

Quando a depressão econômica dominou o mundo nos anos 30, algumas nações tentaram sair daquela situação adotando o fascismo. Este foi o caminho seguido pela Alemanha, Japão e Itália, que se sentiram isoladas e atingidas pela adversidade. O que foi o fascismo? O fascismo nega os valores fundamentais da democracia moderna, incluindo a individualidade e os direitos básicos do indivíduo, a liberdade de expressão, de imprensa e de associação, e também o sistema parlamentar. No fascismo, a raça e a nacionalidade são os valores máximos que devem ser preservados por um estado-nação forte. Indivíduos e instituições existem apenas para o benefício do Estado. Sob o fascismo, os indivíduos não podem reivindicar liberdade como um direito inviolável; eles devem sacrificar sua liberdade pessoal em nome do dever de servir ao Estado. O princípio político básico do fascismo define que todo poder e toda a autoridade devem ser confiados a um líder supremo, ao invés de ser distribuído entre o povo. A vontade pessoal do líder dita a ideologia política para toda a nação. Mussolini na Itália, Hitler na Alemanha, e os líderes militaristas do governo do Japão foram ditadores do tipo fascista.

4.3.3 AS NAÇÕES DO LADO DE DEUS E AS NAÇÕES DO LADO DE SATANÁS NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Na Segunda Guerra Mundial, uma aliança das nações democráticas constituída pelos Estados Unidos, Inglaterra e França lideravam as nações do lado de Deus. O lado de Satanás estabeleceu uma aliança das nações fascistas: Alemanha, Japão e Itália. O que determinou que as primeiras estivessem no lado de Deus e as segundas, no lado de Satanás? Os Aliados estavam no lado de Deus porque seus sistemas políticos eram democracias, o sistema político para o estágio final na Providência da Restauração, fundamentada na visão de vida tipo Abel. Por outro lado, os poderes do Eixo, estavam no lado de Satanás porque exaltavam o fascismo, que era antidemocrático e se originara da visão de vida tipo Caim. Além disso, os Aliados e os poderes do Eixo estavam separados em lado de Deus e lado de Satanás porque as primeiras apoiavam o Cristianismo, enquanto as segundas se opunham e perseguiam o Cristianismo. A Alemanha, líder dos Poderes do Eixo, privava as pessoas de suas liberdades básicas, e sua opressão ideológica negava-lhes a liberdade religiosa. Além disso, Hitler massacrou seis milhões de judeus. Após concluir um acordo com o papa, Hitler tentou subjugar as igrejas sob o controle dos bispos pró-nazismo que cooperavam, enquanto simultaneamente corrompia o Cristianismo, transformando-o em um neopaganismo nacionalista baseado no misticismo germânico primitivo. Em protesto, alguns protestantes e católicos opuseram forte resistência ao nazismo. Os militaristas japoneses durante a Segunda Guerra Mundial forçaram todas as igrejas da Coréia a instalar um kamidana, um altar para os deuses do Xintoísmo japonês, e obrigaram os cristãos coreanos a adorarem nos santuários xintoístas. Os cristãos que se recusavam eram presos ou mortos. Os cristãos coreanos que haviam fugido para a Manchúria em busca de liberdade religiosa foram brutalmente massacrados. Estas medidas contra o Cristianismo coreano foram intensificadas até o fim da guerra. A Itália apoiou a causa da Alemanha como uma das Nações do Eixo. Contra o avanço da Providência de Deus, Mussolini fez do Catolicismo a religião oficial do Estado com a intenção egoísta de usá-lo para unificar o povo sob seu regime fascista. Por isso, durante a Segunda Guerra, a Alemanha, o Japão e a Itália podem ser classificadas como as nações no lado de Satanás.

4.3.4 AS POSIÇÕES PROVIDENCIAIS DAS TRÊS NAÇÕES DO LADO DE DEUS E DO LADO DE SATANÁS

Uma finalidade interna da Segunda Guerra Mundial era estabelecer a condição mundial de indenização em estágio de crescimento para restaurar as três grandes bênçãos de Deus, como devia ocorrer no tempo de Jesus. No início, devido à Queda de Adão, Eva e o arcanjo, as três grandes bênçãos de Deus não foram realizadas. Consequentemente, na restauração das três bênçãos, deve haver necessariamente três personagens assumindo estes respectivos papéis. Por isso, Deus restaurou espiritualmente as três bênçãos na providência da salvação espiritual através dos esforços conjuntos de Jesus ressuscitado como o segundo Adão, do Espírito Santo representando a segunda Eva, e dos anjos. Desse modo, durante a Segunda Guerra Mundial, as três nações do lado de Deus representavam Adão, Eva e o arcanjo liderando o confronto contra as três nações no lado de Satanás, que também representavam o Adão, a Eva e o arcanjo. A vitória das nações do lado de Deus estabeleceria uma condição de indenização em estágio de crescimento para a restauração das três grandes bênçãos. Satanás, que estava atento a esta providência, tomou a frente reunindo as três nações representando Adão, Eva e o arcanjo em seu lado, e fez com que estas atacassem as três nações do lado de Deus. Os Estados Unidos, como uma nação de índole masculina, representava Adão no lado de Deus. A Inglaterra, como uma nação de índole feminina, representava Eva no lado de Deus, e a França, como uma nação de índole mista, representava o arcanjo no lado de Deus. No lado de Satanás, a Alemanha, como uma nação de índole masculina, representava Adão; o Japão, como uma nação de índole feminina, representava Eva; e a Itália, como uma nação de índole mista, representava o arcanjo. Na Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos, a Inglaterra e a França haviam representado, em estágio de formação, estas três posições no lado de Deus, enquanto a Alemanha, a Áustria e a Turquia assumiram estas posições no lado de Satanás. A União Soviética, uma nação do lado de Satanás, participou na Segunda Guerra Mundial do lado de Deus. Como isto foi possível? Quando a sociedade medieval não pôde cumprir seu propósito providencial, tornou-se um obstáculo tanto para o lado de Deus quanto para o lado de Satanás, que se dividiram e começaram a se desenvolver por caminhos que conduziriam ao florescimento do mundo democrático e do mundo comunista. As visões de vida tipo Caim e tipo Abel operaram a fim de derrubar a sociedade feudal medieval e, posteriormente, a monarquia absoluta e o imperialismo. Assim como a Providência de Deus progride conectando os elos de seu tempo, os esforços de Satanás para construir uma imitação do mundo ideal fora do Princípio também estão conectados aos elos de seu tempo. Quando a ordem social dominante obstrui a formação de novas sociedades, incluindo aquelas que são as metas de Satanás, este se integrará à luta para destruí-la. De modo semelhante, o fascismo havia se tornado um obstáculo tanto para o lado de Satanás quanto para o lado de Deus. Porque a Providência da Restauração por indenização exigia que Deus, temporariamente, permitisse que o lado de Satanás formasse o mundo comunista, a União Soviética, na Segunda Guerra Mundial, pôde unir forças com as nações do lado de Deus para destruir o fascismo a fim de que pudesse rapidamente construir seu Estado comunista. Não obstante, assim que a Segunda Guerra Mundial terminou, os mundos comunista e democrático se separaram como óleo e água.

4.3.5 AS CAUSAS PROVIDENCIAIS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

As causas providenciais internas da Segunda Guerra Mundial foram as seguintes: Primeiro, a guerra começou para cumprir a condição de indenização em nível mundial em estágio de crescimento para restaurar as três grandes bênçãos de Deus. O mundo ideal onde as três bênçãos de Deus são realizadas, as quais não puderam ser realizadas por Adão devido à Queda, deveriam ter sido realizadas por Jesus, a quem Deus estabeleceu como o Segundo Adão. Contudo, este ideal foi realizado apenas espiritualmente porque Jesus morreu na cruz. Uma vez que Satanás tenta realizar por antecipação uma imitação distorcida do mundo ideal, no final da história, seguramente emergirá um mundo fora do Princípio que realizará de forma distorcida a forma externa das três grandes bênçãos em estágio de crescimento sob a liderança de um imitador satânico de Jesus. O lado de Deus deve prevalecer sobre este mundo e, assim, cumprir a condição mundial de indenização em estágio de crescimento exigida para a restauração do mundo ideal, onde as três grandes bênçãos serão completamente realizadas centradas em Deus. Hitler foi a imitação satânica de Jesus. Embora sua vontade fosse totalmente contrária à de Jesus, certos aspectos da vida de Hitler imitavam, de maneira pervertida, alguns dos eventos da vida de Jesus relacionados com a primeira bênção, tais como: sua visão grandiosa, sua vida de solteiro e o desaparecimento de seu corpo físico são alguns exemplos. Hitler foi também o protótipo satânico do Adão aperfeiçoado em estágio de crescimento. Ele realizou uma caricatura da bênção da multiplicação de filhos, defendendo a pureza do povo alemão como a raça central e imitou a bênção de domínio sobre a Criação através de sua política do pangermanismo para a conquista mundial. Desta maneira, Hitler realizou um mundo fora do Princípio com uma forma satânica das três bênçãos, realizadas em estágio de crescimento. Prevalecendo na Segunda Guerra Mundial, o lado de Deus devia estabelecer a condição mundial de indenização em estágio de crescimento para restaurar o mundo ideal das três bênçãos de Deus.
A segunda causa providencial interna da Segunda Guerra foi fazer com que as pessoas no lado de Deus indenizassem a segunda tentação de Jesus em nível mundial. À luz do significado das três tentações que Jesus sofreu, podemos reconhecer que o lado de Deus devia prevalecer na Segunda Guerra Mundial para estabelecer a condição mundial de indenização para restaurar a segunda bênção de Deus. Como Jesus estabeleceu o fundamento para a restauração de filhos, superando a segunda tentação no deserto, o lado de Deus devia estabelecer o fundamento mundial em estágio de crescimento para a democracia, triunfando na Segunda Guerra Mundial. A terceira causa providencial interna da Segunda Guerra Mundial foi para estabelecer o fundamento em estágio de crescimento para restauração da soberania de Deus. Pela vitória do lado de Deus na Primeira Guerra Mundial, o mundo democrático havia assegurado seu fundamento em estágio de formação. Trabalhando para construir o mundo tipo Caim, o lado de Satanás também foi beneficiado pelo colapso do absolutismo czarista durante a Primeira Guerra Mundial, e estabeleceu o fundamento em estágio de formação para o mundo comunista. Durante a Segunda Guerra Mundial, o mundo comunista e o mundo democrático construíram, separadamente, seus fundamentos em estágio de crescimento, antes de se dissociarem após o final da guerra. Construindo este fundamento em estágio de crescimento para o mundo democrático, o lado de Deus restaurou o fundamento em estágio de crescimento para a soberania de Deus.

4.3.6 OS RESULTADOS PROVIDENCIAIS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

A vitória do lado de Deus na Segunda Guerra Mundial estabeleceu a condição de indenização em estágio de crescimento para restaurar as três grandes bênçãos de Deus em nível mundial. Tendo o objetivo de indenizar em nível mundial a segunda tentação que Jesus sofreu, a vitória nesta guerra estabeleceu a condição de indenização para restaurar a segunda bênção de Deus em nível mundial. Por fim, estabelecendo o fundamento em estágio de crescimento para o mundo democrático, foi estabelecido o fundamento em estágio de crescimento para restaurar a soberania de Deus. Enquanto Hitler foi a imitação de Jesus do lado de Satanás, Stálin foi a imitação do Cristo do Segundo Advento do lado de Satanás. O fato de Hitler e seu modelo satânico de nação terem sido destruídos, enquanto Stálin e seu fundamento centrado no comunismo mundial cresciam fortes, indicou que o tempo para a construção do reino espiritual sob a liderança de Jesus ressuscitado havia terminado, e a Idade para a construção de um novo Céu e uma nova Terra sob a liderança do Cristo do Segundo Advento havia começado. Ao término da Segunda Guerra Mundial, o estágio de crescimento da providência do Segundo Advento havia iniciado. Naquela época, muitos cristãos começaram a receber revelações sobre o iminente retorno de Jesus, e a obra espiritual de Deus começou se expandir para todo o mundo. Desde então, as igrejas estabelecidas se tornaram incrivelmente confusas, divididas e secularizadas; gradualmente, elas haviam perdido o centro de sua vida espiritual. Estes são fenômenos dos Últimos Dias, os quais estão ocorrendo por causa da providência final de Deus para unificar todas as religiões através de uma nova e última expressão da verdade.

4.4 A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL

4.4.1 A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL É INEVITÁVEL?

Sabemos que Deus concedeu aos primeiros antepassados humanos a bênção de reger o universo, por isso, quando Satanás tenta criar, através das pessoas decaídas, uma imitação fora do Princípio do mundo ideal onde esta bênção será cumprida, Deus tem que permitir que ele crie o seu falso mundo ideal. Sempre depois de Satanás, Deus conduz Sua Providência para reivindicar de volta para Ele o mundo de Satanás e seus frutos. No final da história humana, o lado de Satanás e o lado de Deus se confrontarão até que um deles alcance a soberania sobre o mundo inteiro. Este é o motivo pelo qual o mundo democrático e o mundo comunista estão se confrontando. Consequentemente, tornou-se inevitável a ocorrência das guerras mundiais, inicialmente para dividir, e depois, para unificar os dois mundos. A Primeira e a Segunda Guerra Mundial tiveram a finalidade providencial de dividir o globo em mundo comunista e mundo democrático. Posteriormente, contudo, uma outra guerra deve ocorrer para causar a unificação dos dois mundos. Este conflito será a Terceira Guerra Mundial. Desse modo, a ocorrência da Terceira Guerra Mundial é inevitável; entretanto, ela poderá ser travada de duas maneiras. Uma primeira forma de levar o lado de Satanás à rendição é através de conflito armado. Entretanto, na conclusão do conflito, deverá surgir um mundo ideal no qual toda a humanidade esteja unida em regozijo. Isto nunca poderá ser construído pela mera derrota dos inimigos nos campos de batalhas. Posteriormente, os inimigos vencidos deverão se submeter internamente a fim de que todos os povos se reconciliem e unam-se de todo o coração. Para que esta meta seja atingida, deverá surgir no mundo uma ideologia perfeita capaz de satisfazer as aspirações da natureza original de todas as pessoas. A segunda forma como esta Guerra poderá ser travada é através de um conflito completamente interno, ideológico, sem a utilização das hostilidades armadas, a fim de levar o mundo de Satanás à submissão e ocasionar a unificação global em um curto período de tempo. As pessoas são seres racionais. Portanto, um mundo perfeito e unificado somente poderá ser estabelecido quando as pessoas, espontaneamente, se submeterem umas às outras e compartilharem de um profundo despertar comum capaz de conduzi-las à unificação. Por qual destas duas formas a Terceira Guerra Mundial ocorrerá? Isto dependerá do sucesso ou do fracasso na condução da porção de responsabilidade humana. De onde virá a ideologia essencial para a resolução deste conflito e para o estabelecimento do novo mundo unificado? Seguramente esta ideologia pacificadora não virá do mundo comunista, arraigado na visão de vida tipo Caim, uma vez que esta se opõe às aspirações internas da natureza humana original. Sendo assim, a ideologia da paz deve surgir a partir do mundo democrático, que está alicerçado na visão de vida tipo Abel. Não obstante, é um fato histórico que nenhuma das ideologias convencionais dentre aquelas que prevaleceram no mundo democrático pode, efetivamente, derrotar a ideologia comunista. Portanto, uma ideologia nova e revolucionária emergirá a partir do mundo democrático. Antes que a nova ideologia apareça, primeiro deve aparecer uma nova expressão da verdade. Esta nova verdade será a essência da visão de vida tipo Abel e o núcleo da democracia. Como ocorreu no passado, quando a nova expressão da verdade aparece, pode contradizer a expressão da verdade anterior vigente, na qual muitas pessoas acreditam. Assim, mesmo o mundo democrático será dividido em dois campos que, como Caim e Abel, colocar-se-ão um contra o outro. Quando a nova verdade assegurar um fundamento vitorioso no mundo democrático e, depois, conquistar a ideologia comunista, a unificação do mundo será alcançada com base nessa nova verdade. Satanás conhecia o plano de Deus para unificar o mundo através da verdade, e desenvolveu e apresentou uma falsa nova expressão da verdade, uma imitação da nova verdade, a fim de unificar a humanidade centralizando-a nele. Esta falsa nova expressão de verdade é o materialismo dialético. O materialismo dialético nega a existência de qualquer realidade espiritual, e apresenta uma teoria do universo baseada em uma lógica completamente materialista. Ao negar a existência de Deus, nega-se também a existência do próprio Satanás. Assim, promovendo o materialismo dialético, Satanás negou sua própria realidade, mesmo com o risco de seu auto-sepultamento. Satanás entendeu o que aconteceria no final da história humana, e soube que pereceria com certeza. Aceitando que o tempo em que fora adorado havia chegado ao fim, ele se levantou em uma monstruosa negação de Deus, mesmo com o sacrifício de si mesmo. Esta é a origem espiritual do materialismo dialético. Enquanto o mundo democrático recusar a nova verdade que pode superar o materialismo dialético, a doutrina do mal, estará vulnerável e sempre na defensiva. Por esta razão, alguém do lado de Deus deve surgir e proclamar a verdade perfeita.

4.4.2 SUMÁRIO DA PROVIDÊNCIA NA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL

A Terceira Guerra Mundial será o conflito final na Providência da Restauração. Através desta Guerra, Deus pretende levar o mundo democrático a subjugar o mundo comunista e construir o mundo ideal. Conduzindo a Primeira Guerra Mundial, as nações do lado de Deus expandiram seu domínio político-econômico, reivindicando colônias por todo o mundo, para que fossem utilizadas por Deus em Sua Providência. Na conclusão da guerra, estas nações estabeleceram um fundamento mundial no estágio de formação para a democracia. Através da Segunda Guerra Mundial, elas estabeleceram o fundamento mundial no estágio de crescimento para a democracia, assim, consolidando firmemente o mundo democrático. Durante a Terceira Guerra Mundial, o lado de Deus deverá encontrar a perfeita visão de vida tipo Abel baseada na nova verdade e completar o fundamento mundial no estágio de aperfeiçoamento para a democracia. O lado de Deus deverá, então, guiar toda a humanidade para o mundo unificado. Em resumo, a Terceira Guerra Mundial será a última grande guerra do final da história, quando o lado de Deus restaurará horizontalmente por indenização tudo que foi perdido para Satanás durante os três estágios prolongados da Providência.

4.4.3 AS CAUSAS PROVIDENCIAIS DA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL

Como foi dito acima, se a Terceira Guerra Mundial será empreendida pela força das armas ou como um conflito ideológico, dependerá da responsabilidade das pessoas que estarão servindo à Providência de Deus. De qualquer maneira, é inevitável que este conflito mundial ocorra. Quais serão as causas providenciais internas da Terceira Guerra Mundial? Primeiro, a guerra tem que ocorrer para estabelecer a condição mundial de indenização em estágio de aperfeiçoamento para restaurar as três grandes bênçãos de Deus. Quando Jesus cumpriu a Providência da Restauração apenas espiritualmente, devido à descrença do povo, isto tornou necessário que ele retornasse para restaurar o mundo ideal de Deus tanto espiritualmente quanto fisicamente. Contudo, uma vez que Satanás realiza antecipadamente uma forma distorcida do mundo ideal de Deus, no final da história surgirá um mundo fora do Princípio com a pretensão de ter restaurado as três bênçãos sob a liderança de um protótipo satânico do Cristo do Segundo Advento. Prevalecendo sobre este mundo satânico, o lado de Deus é responsável para cumprir a condição mundial de indenização em estágio de aperfeiçoamento a fim de restaurar o verdadeiro mundo ideal, no qual as três bênçãos serão cumpridas centralizadas em Deus. Stálin foi o modelo satânico do Cristo do Segundo Advento. Ele era idolatrado como um ser humano perfeito. Defendendo a solidariedade entre os camponeses e os trabalhadores em oposição ao mundo democrático, ele imitou a bênção da multiplicação de filhos. Através de sua política de dominação mundial do comunismo, ele realizou a semelhança externa da bênção do domínio sobre a Criação. Stalin criou, assim, um vasto mundo comunista no qual realizou de modo distorcido a forma externa das três grandes bênçãos. Devemos entender que o mundo comunista é a imitação fora do Princípio e fragmentada do mundo ideal de Deus, que será caracterizado pela interdependência, prosperidade mútua e valores universalmente compartilhados, idealizado por Deus. Segundo, a Terceira Guerra Mundial tem que ocorrer a fim de que as pessoas do lado de Deus possam indenizar a terceira tentação de Jesus em nível mundial. À luz do significado das três tentações de Jesus, reconhecemos que o lado de Deus deve prevalecer na Terceira Guerra Mundial para estabelecer a condição de indenização para restaurar, em nível mundial, a terceira bênção de Deus. Como Jesus estabeleceu o fundamento para restaurar o domínio sobre a Criação superando a terceira tentação no deserto, o lado de Deus deve vencer na Terceira Guerra Mundial para restaurar o domínio dos seres humanos sobre todo o universo. Terceiro: A Terceira Guerra Mundial tem que ocorrer para estabelecer o fundamento em estágio de aperfeiçoamento para a restauração da soberania de Deus. O lado de Deus deve ser vitorioso na Terceira Guerra a fim de destruir o mundo comunista e devolver toda a soberania para Deus. Então, o mundo ideal será estabelecido com base nos princípios do Céu e da Terra.

4.4.4 OS RESULTADOS PROVIDENCIAIS DA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL

Há muito tempo, Deus pretendia concluir Sua Providência da Restauração na família de Adão, operando através de Caim e Abel. Todavia, Caim assassinou Abel, dando início à história pecaminosa da humanidade. Deus, então, iniciou a providência de dividir o bem e o mal para restaurar a falha na família de Adão em nível individual, e fez avançar esta providência através dos níveis de família, clã, sociedade, nação e mundo. O tempo chegou, quando Deus conduzirá esta providência em nível mundial. Deus pretende restaurar por indenização toda a Providência da Restauração, a qual foi prolongada três vezes, obtendo vitória nas três guerras mundiais, as quais pertencem ao capítulo final da história providencial. No Princípio, os primeiros antepassados humanos perderam sua conexão de coração com Deus quando se tornaram presas das palavras de tentação de Satanás. Através da Queda espiritual, interna e da Queda física, externa, eles herdaram a linhagem de Satanás. Por conseguinte, a Providência da Restauração somente será concluída depois que o homem decaído restaure seu coração de volta para Deus através da Palavra de vida dada por Deus, seja salvo espiritual e fisicamente e herde a linhagem de Deus. As vitórias do lado de Deus nas três guerras mundiais restaurarão completamente, por indenização, todos os aspectos da Providência da Restauração. Estes aspectos tornarão possível a realização do mundo ideal de Deus, pelo qual Deus tem trabalhado com lágrimas constantes através dos séculos de miséria humana desde a Queda.

Anúncios
AS TRÊS GRANDES GUERRAS MUNDIAIS

COMUNISMO: uma nova crítica e contraproposta – perguntas & respostas

Prefácio

Atualmente, ao contrário de qualquer outro momento antes, é urgentemente necessário salvar a humanidade dos males do comunismo. É verdade que a Federação Internacional para a Vitória sobre o Comunismo tem contribuído muito para o movimento para a Vitória sobre o Comunismo, formulando a “Teoria de Vitória sobre o Comunismo” que pode derrotar as teorias comunistas, e informando as massas no país e no exterior. Porque a situação interna e externa se torna mais intensa a cada dia, é necessário um impulso poderoso para a Vitória sobre o Comunismo. Aqueles que trabalham diretamente pelo movimento de Vitória sobre o Comunismo expressam a necessidade de reforçar seus armamentos teóricos.
Além disso, a fim de cumprir a missão histórica que nos foi dada, o Princípio Divino, a Teoria de Vitória sobre o Comunismo e o Pensamento de Unificação vieram a ser considerados como um sistema teórico que é tão inseparável como a Trindade.
Com uma grande quantidade de informações para gerenciar, um objetivo principal do programa VSC é permitir que os iniciantes, rápido e facilmente, captem a essência do Comunismo: uma Crítica e Contraproposta, o livro principal da teoria VSC.
Este livreto foi publicado para atender esta necessidade. Seu conteúdo foi reunido a partir de conferências em seminários para a Vitória sobre o Comunismo, por isso ele contém a essência do Comunismo: uma Crítica e Contraproposta. Minhas experiências com seminários têm me levado a acreditar que este livreto ajudará bastante aqueles que estão interessados no movimento para Vitória sobre o Comunismo em seu estudo da Teoria de Vitória sobre o Comunismo.
Eu oro por sua saúde.

O autor

10 de março de 1975

Nota do Tradutor:

Este livreto é o resultado de um desejo expresso por inúmeras pessoas por um entendimento mais significativo do pensamento expresso no texto original de Comunismo: uma Crítica e Contraproposta, pelo Dr. Sang Hun Lee, Diretor do Instituto Pensamento de Unificação, Seul, Coreia.
O pensamento básico da contraproposta do Comunismo expresso neste livreto é o Princípio de Unificação, primeiro ensinamento do Reverendo Sun Myung Moon da Coreia. A edição japonesa desta obra foi traduzida pela primeira vez para inglês pelo Professor Kenji Nomura, Diretor do Instituto Pensamento de Unificação em Tóquio, Japão, e sofreu correções finais em inglês pelos conferencistas da Vitória sobre o Comunismo no Centro Internacional de Treinamento de Barrytown, Nova York.
Este livreto deve servir como um estudo do texto original em inglês do Comunismo: uma Crítica e Contraproposta, publicado nos Estados Unidos em 1973 pela Fundação Liderança Livre, Inc. Todos os envolvidos na produção deste livreto desejam que ele possa permitir que seus leitores obtenham uma visão mais profunda e fundamental sobre os profundos conceitos apresentados pelo Dr. Lee para alcançar uma Vitória ideológica sobre o Comunismo. Espera-se que os leitores apreciem mais facilmente o potencial do Pensamento de Vitória sobre o Comunismo contribuindo para um mundo unificado e pacífico através de sua exposição dos erros no materialismo Comunista, e através de prover um novo entendimento das verdades básicas pelas quais a humanidade pode progredir através de harmonia e cooperação.
Os editores 8 de fevereiro de 1975 Barrytown, New York U. S. A.

Conteúdo – Lista de Perguntas

I. Introdução

1) Quais são as razões pelas quais o comunismo se espalhou por todo o mundo?

2) Quais são as razões pelas quais o comunismo deve perecer?

3) Explique o fundamento da época na qual o Marxismo foi estabelecido.

4) Explique de forma simples as fontes do pensamento comunista (MarxismoLeninismo). II. Materialismo

5) Explique o conceito de partidarismo defendido pelos comunistas, e então o critique de forma breve.

6) Explique brevemente as características do materialismo mecanicista e o materialismo de Feuerbach.

7) Explique o conceito comunista de matéria, e então o critique.

8) Critique a afirmação do materialismo comunista que espírito é o produto da matéria, a partir do ponto de vista do relacionamento entre espírito e matéria.

9) Critique a forma comunista de aplicar os conceitos de matéria e espírito aos fenômenos sociais.

10) Critique o ponto de vista do materialismo comunista relativo à mobilidade e historicidade da matéria.

11) Critique a visão sobre o homem no materialismo comunista. III. A Dialética

12) Apresente brevemente o conceito da dialética de épocas antigas.

13) Critique brevemente os conceitos da dialética de épocas antigas, a partir do ponto de vista do Pensamento de Unificação.

14) Apresente brevemente a dialética dos tempos modernos.

15) Critique a dialética dos tempos modernos.

16) Explique e critique a Lei da Contradição (a lei de unidade e luta dos elementos opostos) na dialética comunista.

17) Explique e critique a “Lei de Transição da Mudança Quantitativa para a Mudança Qualitativa” no comunismo.

18) Explique e critique a “Lei de Negação da Negação” no comunismo.

19) Explique e critique a dialética comunista referente ao movimento repetitivo e o movimento progressivo. IV. Visão Materialista da História

20) O que é a Visão Materialista da História? Explique-a brevemente, e então critique-a.

21) Esclareça a razão pela qual a Visão Materialista da História enfatiza que o desenvolvimento social é regido pela lei, então critique-a e apresente uma contraproposta.

22) Enumere pontos importantes das leis do desenvolvimento da história, de acordo com a visão materialista da história.

23) Critique a lei que “progresso social está baseado no desenvolvimento das forças produtivas materiais” e apresente uma contraproposta.

24) Critique a lei (da Visão Materialista da História) “O progresso das relações se produção seguem e correspondem ao progresso das forças produtivas,” e apresente uma contraproposta.

25) Critique a lei que “O progresso das forças produtivas e das relações de produção ocorre independentemente da vontade do homem,” e apresente uma contraproposta.

26) Critique a lei que “Quando as relações de produção se tornam um obstáculo para o progresso das forças produtivas, a revolução ocorre,” e apresente uma contraproposta.

27) Critique a afirmação que a superestrutura é o produto do fundamento (base), e apresente uma contraproposta.

28) Explique brevemente a teoria comunista referente ao estado e revolução e critique-a, e então apresente uma contraproposta. V. Capital (Teorias Econômicas do Comunismo)

29) Apresente brevemente a Teoria do Valor do Trabalho de Marx.

30) Critique a Teoria do Valor do Trabalho de Marx.

31) Apresente brevemente uma contraproposta para a Teoria do Valor do Trabalho.

32) Critique brevemente a estagnação da economia na sociedade socialista.

33) Apresente brevemente a Teoria da Mais-Valia.

34) O que é Mais-Valia Relativa?

35) Critique a Teoria da Mais-Valia.

36) Apresente uma contraproposta para a Teoria da Mais-Valia.

37) Apresente brevemente a “Teoria do Colapso do Capitalismo.”

38) Critique a “Teoria do Colapso do Capitalismo.”

I. Introdução

1. Quais são as razões pelas quais o comunismo se espalhou por todo o mundo?

(1) Razões em termos de sua teoria

(a) O sistema e composição de sua teoria são ordenados e razoáveis.

(b) Foi dada a impressão que sua filosofia coincide com as teorias científicas.

(c) Suas teorias sobre economia, sociedade, política, cultura e prática são consistentes e coerentes.

(d) Ele fornece uma visão para o futuro.

(e) Sua teoria é prática e agitadora. Ela tem um forte apelo para os jovens, que são mais justos e críticos.

(2) Razões Realistas (Históricas)

(a) A teoria de Marx era aplicável ao capitalismo em seu início.

(b) Mesmo hoje a situação em países subdesenvolvidos é muitas vezes semelhante à do capitalismo em seu início.

(c) Países comunistas têm um forte poder militar.

(d) Em países avançados, aqueles jovens que não estão satisfeitos com sua situação são curiosos e atraídos para o comunismo.

(e) Líderes em países livres têm sido indiferentes á natureza essencial do comunismo e indefesos contra a ofensiva ideológica do comunismo.

(f) Estudiosos no mundo livre têm sido incapazes de oferecer qualquer contraproposta que possa criticar e conquistar o comunismo.

(g) A religião tem sido incapaz de superar a ideia orientadora essencial na vida humana, e não tem nenhum poder para deter a ofensiva do comunismo.

(3) Razões Providenciais

(a) O comunismo é um pensamento que apareceu no lado do mal de acordo com a “Lei de Separação de Bem e Mal.”

(b) Ele é o pensamento materialista do estágio de perfeição para a restauração do ambiente humano.

(c) Ele é o pensamento do falso reino celeste no lado do mal que apareceu, precedendo o verdadeiro pensamento do Senhor do Segundo Advento, de acordo com a “Lei do Falso que Precede o Verdadeiro.”

(d) Ele é o pensamento Gentil moderno (da atualidade) que apareceu como uma advertência para o lado do bem (o bloco democrático).

2. Quais são as razões pelas quais o comunismo deve perecer?

(1) Razões em termos da teoria

(a) Foi verificado no curso do progresso científico que a filosofia comunista é uma metodologia não científica e não tem nada a ver com a ciência.

(b) A realidade dentro das sociedades comunistas demonstra que suas teorias são falsas. (Lei de Lieberman, restrição da liberdade, violação de direitos, etc.)

(c) Todos os seguidores de Marx têm alterado sua teoria para sua própria conveniência. Esta necessidade para repetidas revisões indica que a teoria comunista é errônea.

(d) A teoria comunista não tem nenhum ponto central de unidade, por isso não há nenhuma possibilidade de unidade na prática.

(2) Razões Realistas (Históricas)

(a) Movimentos por liberdade estão surgindo nos países comunistas.

(b) O conflito entre a China comunista e a União Soviética demonstra que a desunião dentro do bloco comunista se aprofundou, devido à ausência de um ponto central unificado.

(c) Por causa de seu sistema ditatorial e a formação da sociedade de classes ainda mais impiedosa, a insatisfação das massas tem aumentado. (Alguns sintomas que expressam tal insatisfação são a diminuição da produtividade, a não cooperação negativa, etc.)

(3) Razões Providenciais

(a) Por causa da Lei de Indenização, eles não podem evitar a indenização por sua perseguição das religiões e o assassinato de pessoas justas.

(b) A luta entre bem e mal resultará na vitória do bem. Portanto, sendo que o comunismo é o mal final na história humana, ele deve ser inevitavelmente derrotado pelo bem.

(c) Ele é o pensamento do falso Senhor do Segundo Advento, assim, inevitavelmente ele será absorvido pelo pensamento do verdadeiro Senhor do Segundo Advento quando esse pensamento aparecer.

3. Explique o fundamento da época na qual o Marxismo foi estabelecido.

(1) Toda a Europa estava permeada por uma atmosfera revolucionária. Por causa da Revolução Francesa em 1789, e a ascensão de Napoleão ao poder e domínio da Europa, as ideias de liberalismo e nacionalismo se espalharam por toda a Europa. Entretanto, quando os regentes europeus estabeleceram o reacionário Sistema de Viena e suprimiram os movimentos de liberalismo e nacionalismo, motins e rebeliões eclodiram em vários lugares por toda a Europa (Espanha, Portugal, Sardenha, Nápoles, Carbonaro, Grécia) e as colônias na América Central e do Sul. A Revolução de 1830 na França, em parte, rompeu o Sistema de Viena; na Bélgica foi declarada a independência, e na Polônia houve uma rebelião. Na França, a revolução industrial estava em progresso, e em fevereiro de 1848, a Revolução de Fevereiro surgiu, na qual socialistas participaram e cooperaram. Desta forma, a Europa estava permeada por uma atmosfera revolucionária durante os primeiros anos de Marx.

(2) Nos primeiros dias do capitalismo havia fenômenos sociais desastrosos ocorrendo em todos os lugares. Sob o sistema capitalista, que se desenvolveu juntamente com a revolução industrial na Inglaterra, os trabalhadores eram sobrecarregados e explorados impiedosamente. Os trabalhadores viviam sob condições que não poderia apoiar a vida humana; eles eram pouco mais do que escravos. Suas situações de trabalho eram insuportáveis: por exemplo, instalações sanitárias extremamente ruins, horas de trabalho excessivamente extensas; baixos salários que mal os mantinham acima do nível da fome, trabalho forçado, exploração de mulheres e crianças, e um aumento do desemprego como o resultado da introdução de máquinas. Nesta situação, um homem de consciência social não poderia evitar de se opor ao capitalismo.

(3) Uma das condições sociais desfavoráveis para os trabalhadores, era a falta de qualquer representação política. Não importava quão desumano seu tratamento, eles não tinham nenhuma forma de enviar representantes para o governo para falar contra sua situação miserável e melhorar a política nacional. No final as classes trabalhadoras iniciaram uma luta política contra a classe dominante, através da elaboração da “Carta do Povo” que defendia as seguintes melhorias no sistema político britânico: a. Sufrágio universal; b. Parlamentos anuais; c. Voto por escrutínio; d. A abolição da propriedade como qualificações para ser membro da Câmara dos Comuns; e. Pagamento aos membros do Parlamento; f. Igualdade entre os distritos eleitorais.
Esta carta serviu como a base para o “Movimento Cartista.”

(4) Pensadores e pessoas religiosas naquele tempo foram incapazes de corrigir estas condições sociais. Alguns pensadores lamentavam e pretendiam melhorar esta situação social miserável. Havia os Socialistas Utópicos, por exemplo, tais como Robert Owen (1771-1858), Saint-Simon (1760-1825), e Charles Fourier (11772-1837). Eles acreditavam que poderiam pacificamente remover as contradições simplesmente apelando para a consciência dos capitalistas por meio de educação e esclarecimento pacíficos. Pessoas religiosas pregavam aos capitalistas e trabalhadores, dizendo, “Acredite em Deus,” e até mesmo a disparidade declarando que isto era a vontade de Deus. Assim, para ativistas socialistas radicais, o socialismo utópico parecia impotente, e as religiões eram simplesmente o ópio das massas.

(5) Por estas razões, era inevitável que o Marxismo aparecesse. A partir do ponto de vista da providência de Deus, o pensamento satânico foi capaz de disfarçar-se de bom e invadir a sociedade da Europa Ocidental, porque o Cristianismo fracassou em cumprir sua porção de responsabilidade.

4. Explique de forma simples as fontes do pensamento comunista (Marxismo-Leninismo).

O pensamento comunista foi composto a partir de três fontes: a Filosofia Alemã (a dialética de Hegel e o materialismo de Feuerbach); Socialismo Francês (A Extinção dos Estados de Saint-Simon, a Luta de Classes de Fourier, a Revolução Violenta de Babeuf, a Ditadura de Blanqui); e a economia clássica Inglesa (A Riqueza das Nações de Adam Smith, A Teoria do Valor de Ricardo) Marx desenvolveu o materialismo dialético e a visão materialista da história a partir da filosofia alemã, as teorias políticas a partir do socialismo Francês e sua teoria econômica a partir da economia Inglesa. Das teorias acima, a filosofia alemã se tornou a base do Marxismo-Leninismo.

II. Materialismo

5. Explique o conceito de partidarismo defendido pelos comunistas, e então o critique de forma breve.
Os comunistas defendem que na sociedade de classes, todas as antigas filosofias serviam para proteger os benefícios de uma sociedade de classes. Eles dizem, por exemplo, que a filosofia de Aristóteles justificava o domínio eterno da classe regente na Grécia Antiga, e que a filosofia de Tomás de Aquino defendia a hierarquia centrando na regência papal da Idade Média. Mas, o valor da própria filosofia deveria ser avaliado pela forma que ela trata com a verdade com precisão, embora ela possa ter sido utilizada por determinada classe como resultado. O valor de uma filosofia deveria ser decidido pelo grau de verdade que ela contém, não por seu partidarismo.

6. Explique brevemente as características do materialismo mecanicista e do materialismo de Feuerbach.

(1) Materialismo mecanicista

(a) Ele afirma que, assim como uma máquina é uma entidade complexa composta de várias partes, da mesma forma toda coisa é um corpo constituído de seus vários constituintes. Portanto, uma coisa individual (um constituinte) é considerada mais importante do que o todo (o corpo constituído).

(b) Ele afirma que tal como uma máquina começa a se mover somente quando ela recebe uma força exterior, assim, o movimento do universo recebe sua força motriz de movimento a partir de uma fonte externa, isto é, Deus. Portanto, o materialismo mecanicista certamente retorna para o idealismo.

(c) Ele considera o movimento somente como um movimento repetitivo, e não como um movimento desenvolvedor através do qual nova qualidade aparece incessantemente.

(2) Materialismo de Feuerbach

(a) Se opondo ao idealismo de Hegel, ele afirmou que Deus não criou o homem, mas o homem criou Deus.

(b) Espírito é um produto da matéria, que passa a existir quando a matéria é refletida no cérebro. O homem é o animal superior que se desenvolveu dos animais através do processo de evolução.

(c), mas sendo que o homem tem vontade, emoção e amor, é possível remodelar as sociedades pela remodelação do homem.

(d) Marx acusou Feuerbach de não aplicar o materialismo para a solução dos problemas sociais, e denunciou-o como sendo “um materialista da cintura para baixo e um idealista da cintura para cima.”

7. Explique o conceito comunista de matéria, e então o critique.

(1) Lenin afirmou que, sendo que a matéria é independente do espírito do homem e é uma substância objetiva, na filosofia a matéria deveria ser tratada por um conceito filosófico, e não por um conceito físico que requer a busca pela causa da matéria de forma física.

(2) É uma afirmação irracional que o conceito físico não possa ser o conceito filosófico, porque a atitude de buscar a causa da matéria de forma física é o estudo da ontologia (a explicação filosófica da natureza da existência), que trata com as substâncias naturais.

(3) De acordo com a física de hoje, o conceito de matéria é diferente daquele defendido por Marx e Lenin. A física passou a considerar uma onda de energia que não tem massa como a causa definitiva da matéria. De acordo com o conceito moderno de matéria, a matéria não é diferente de espírito, no sentido que a causa definitiva da matéria é substância invisível que não tem massa.

(4) Se deve ser provado no futuro que uma onda de energia tem uma natureza intencional, um cientista deverá concluir que matéria e espírito são dois aspectos de uma única substância que existe no mundo da causa.

8. Critique a afirmação do materialismo comunista que espírito é o produto da matéria, a partir do ponto de vista do relacionamento entre espírito e matéria.

(1) O materialismo comunista insiste que espírito é o produto da matéria, porque o homem que tem espírito, veio a existir como o resultado do desenvolvimento do universo material ao longo de vários bilhões de anos. Mas esta afirmação não pode fizer o que existia antes do universo, nem tem qualquer fundamento para rejeitar a contra hipótese que a causa do universo é espírito.

(2) Eles afirmam que espírito é o produto da matéria porque a desordem mental resulta de células danificadas do cérebro. Mas no caso de um rádio, está claro que a voz de um locutor não é criada no interior do aparelho, mas que ela vem de fora do rádio. A função de um rádio não é outra além da transformação da onda eletrodinâmica em som. Mas, se o aparelho está fora de ordem, então a desordem do som acontece. Da mesma forma, pode-se afirmar que o espírito do homem não é criado no cérebro, mas ao invés ele se manifesta através do cérebro. O materialismo não pode refutar isto.

(3) Eles dizem que espírito é o “produto” da matéria e em outros momentos, a “função” da matéria. Se espírito é o produto, então espírito é separável do cérebro, uma vez que ele seja produzido, tal como a descendência de um animal é um produto de sua mãe. Se é assim, espírito deve ser essencialmente a mesma coisa como uma alma.
Por outro lado, se espírito é a função de um cérebro, então a função deve ser incapaz de reagir sobre seu corpo de origem (o cérebro). Mas na realidade, espírito dá estímulo para seu corpo de origem, o cérebro, e faz o corpo físico agir.

(4) Portanto, devemos concluir que espírito não é nem o produto e nem a função da matéria, mas um fenômeno da consciência que resulta a partir da ação dar e receber entre a mente e as células do cérebro. Somente com base nesta proposição, podemos explicar estes fatos sem qualquer contradição.

9. Critique a forma comunista de aplicar os conceitos de matéria e espírito aos fenômenos sociais.

(1) O materialismo comunista aplica o conceito de matéria e espírito às relações de produção e formas ideológicas na sociedade, respectivamente. E eles afirmam que, como espírito é o produto da matéria, as formas ideológicas (a superestrutura) são o produto das relações de produção. Mas é evidente que esta afirmação está errada por causa dos fatos históricos (por exemplo, formas ideológicas tais como religiões, arte, e partes das leis de tempos antigos ainda permanecem, embora as relações de produção tenham mudado completamente).

(2) Os conceitos de matéria e espírito devem ser aplicados aos bens econômicos na sociedade e na consciência do homem (vontade) respectivamente. Tanto as relações de produção como as forças produtivas incluem as duas partes dos bens econômicos e da vontade do homem. Devemos considerar o relacionamento entre bens econômicos e a vontade humana como aquele entre objeto e sujeito, que tem ação dar e receber um com o outro.

10. Critique o ponto de vista do materialismo comunista relativo à mobilidade e historicidade da matéria.

(1) Mobilidade

(a) O materialismo comunista diz que movimento é o modo de existência da matéria, e que não pode haver nenhuma matéria separada do movimento. Eles também defendem que movimento não é dado a partir de fora, mas resulta a partir da unidade e luta de elementos opostos na contradição dentro da matéria. Mas eles não podem dizer por que esta contradição é produzida dentro da matéria; além disso, o conceito de contradição foi originalmente utilizado para explicar a cauda do desenvolvimento, mas eles também consideram contradição como a causa do movimento circular e movimento repetitivo que não são desenvolvimento. Isto não é razoável. Em outras palavras, eles não podem explicar porque a mesma contradição causa desenvolvimento em um momento, e em outros momentos causa movimento repetitivo e movimento circular.

(b) De acordo com o Pensamento de Unificação, todos os seres individuais são considerados como seres que possuem interação mútua, isto é, eles são corpos conectados. Assim, seu modo de existência é inevitavelmente um movimento circular. Se eles são seres vivos, e se eles se multiplicam, seu modo de existência se torna um movimento de desenvolvimento na forma de uma espiral. Isto acontece como resultado da combinação de movimento circular e movimento progressivo, com o objetivo de avançar rumo a alguma direção definida. A causa do movimento é considerada como a ação dar e receber entre elementos subjetivos e elementos objetivos. No caso do sujeito ter vida, esta ação se torna a ação desenvolvedora de origem-divisão-união e aparece como movimento de desenvolvimento.

(2) Historicidade

(a) O materialismo comunista considera todas as coisas como os objetos da prática humana. Não somente montanhas, campos, grama, árvores, animais e oceanos, mas também o sol, a lua e as estrelas são os objetos do trabalho humano e da investigação que é a prática humana. Prática está conectada com todas as lutas de classes, seja direta ou indiretamente, porque a história humana tem sido a história de luta de classes. Sendo que a luta de classes tem historicidade, toda prática tem historicidade, e portanto, todas as coisas, que são os objetos da prática, têm historicidade. Consequentemente, os comunistas afirmam que a fim de serem capazes de lidar corretamente com a matéria, eles devem estar engajados na luta de classes histórica.

(b) Mas esta é uma visão errônea. É verdade que matéria (todas as coisas) não é apenas objeto de cognição, mas também objeto de prática (domínio) e por isso, tem historicidade, mas o conteúdo de historicidade é bem diferente. A história humana não é a história de luta de classes, mas a história de luta entre bem e mal. Todas as coisas têm sido atraídas para esta luta entre bem e mal, e têm sofrido prejuízos e dor, enquanto “esperando com grande ardor pela manifestação dos filhos de Deus” (Romanos 8:19). A historicidade de todas as coisas não é a historicidade que está conectada com luta de classes, mas a historicidade que está conectada com a providência de Deus.

11. Critique a visão sobre o homem no materialismo comunista.

(1) A visão comunista do homem é baseada na teoria da evolução de Darwin (a teoria da seleção natural). De acordo com a visão comunista, enquanto uma espécie de macaco estava fazendo algum trabalho (trabalho social), a linguagem se desenvolveu como uma ferramenta necessária de trabalho, e então a razão se desenvolveu. Ao viverem juntos, eles passaram a estabelecer regras, moralidade, religião, etc. para sua própria conveniência, e lentamente a dignidade e direitos da personalidade passaram a ser reconhecidos. Portanto, o significado do homem como um homem repousa tanto na personalidade, liberdade ou direitos como no trabalho social. Sendo que a sociedade comunista é a sociedade na qual o trabalho social do homem é garantido e desenvolvido da forma mais perfeita, é o maior dever do homem participar na revolução comunista a fim de construir a sociedade comunista. Aqueles que são contra ou estão obstruindo a revolução podem ser abatidos como animais, como elementos reacionários. Isto é porque os comunistas consideram o homem como meramente um animal superior.

(2) É apenas uma hipótese que uma espécie de macaco evoluiu para o homem. Atualmente, a teoria da evolução da mutação descontínua de DeVries é considerada mais apropriada do que a teoria da evolução de Darwin. Se o homem é apenas um animal superior, não há nenhum fundamento sobre o qual rejeitar a visão que o mais fraco deve se tornar a vítima do mais forte, nem fundamento para afirmar o direito do homem à dignidade e liberdade.
Todos, sem exceção, têm desejado manter a liberdade e dignidade da personalidade como se fossem a vida. (“Dê-me liberdade, ou dê-me a morte,” – Patrick Henry). Qual é a razão? É porque liberdade, direito e personalidade são derivados na natureza humana original sagrada. Dignidade é atribuída somente à santidade. Personalidade e liberdade não foram concedidas a posteriori para a necessidade e conveniência da vida social, mas eram inevitavelmente necessárias para satisfazer os desejos na natureza humana original inata.
Falando a partir do ponto de vista do Princípio de Unificação, personalidade, liberdade, justiça, razão, etc. podem ser atribuídas à Imagem Original e sua Divindade. Razão é especialmente atribuída à mente espiritual do homem espiritual. Portanto, uma espécie de macaco não se tornaria o homem através do trabalho, mas o homem, a criação de Deus, começou a trabalhar para alcançar domínio sobre todas as coisas. Através do trabalho, a inteligência do homem (criatividade), concedida de forma inata, se desenvolveu gradualmente. O homem não foi criado a partir de outra coisa como um macaco, mas foi criado para ser o senhor de domínio sobre todas as coisas.

III. A Dialética

12. Apresente brevemente o conceito da dialética de épocas antigas.

(1) Heráclito, que é chamado o fundador da dialética objetiva, sustentava que a natureza vem e vai, e então transmigra para a eternidade pela luta de elementos opostos, e que a luta é o pai de todas as coisas. A luta de elementos opostos de Heráclito corresponde ao conceito da dialética de hoje.

(2) A Dialética (Dialektike) de Zenon, que é chamado o fundador da dialética subjetiva, significa, eu seu uso geral, uma técnica de diálogo ou de oratória. Isto se refere a uma técnica de apontar e refutar a contradição nas palavras de um oponente durante um diálogo. Por este método, ele indicou e refutou a contradição do conceito de movimento de Heráclito.

(3) Baseado na teoria dos “sofistas,” Heráclito insistiu que uma vez que todas as coisas sempre transmigram, a verdade não pode ser fixada. Portanto, uma pessoa pode afirmar qualquer coisa que seja adequada para o determinado tempo e lugar. A partir desta convicção, eles geralmente convenciam seus oponentes pela lógica sofista. Para eles também, a dialética significava uma arte do debate.

(4) Para Sócrates, a dialética era um método de diálogo para o propósito de buscar a verdade. Ele chamou a si mesmo um “philosophos,” um homem que ama o conhecimento. Ele pensava que o verdadeiro conhecimento é obter conceitos universais e apropriados, os quais todos podem aceitar, por meio de pensar em conjunto através do diálogo com muitas pessoas.

(5) De acordo com Platão, a dialética significava mais do que uma forma de obter conceitos universais e apropriados; ela era um dos ramos do estudo que trata com o relacionamento entre inúmeros conceitos. Ele disse que conceitos têm uma estrutura hierárquica que consiste de conceitos específicos e conceitos genéricos, e que a dialética é para analisar esta estrutura e sintetizar estes elementos analisados em um único sistema. Assim, Platão considerava todo conceito como verdadeira existência e o chamava de “Ideia.”

13. Critique brevemente os conceitos da dialética de épocas antigas, a partir do ponto de vista do Pensamento de Unificação.

(1) Entendemos a razão pela qual Heráclito acreditava que todas as coisas mudam pela luta é porque ele comparou a mudança de todas as coisas a partir do fenômeno de luta na sociedade humana. A ação dar e receber e o fenômeno de repulsão, que originalmente eram harmonizados, passaram a estar separados devido à queda humana, e a ação de repulsão se tornou dominante. Isto resultou no aparecimento de lutas entre bem e mal na sociedade humana. Entretanto, fenômenos naturais são harmoniosos e se desenvolvem através da ação dar e receber. Fenômenos que podem parecer um exemplo de repulsão na natureza, tal como a luta do animal pela sobrevivência, pode ser considerada como um mal-entendido resultante da observação superficial, ou uma desordem na natureza devido à queda do homem e sua perda de seu talento de domínio sobre todas as outras coisas através de seu amor e criatividade.

(2) A dialética de Zenon (arte do debate) não pode discernir essência e fenômeno, porque ele não conhecia a verdade referente ao fato e conteúdo da criatividade do universo. Portanto, no debate seu oponente argumentou em termos de fenômeno do mundo de tempo e espaço, enquanto Zenon refutou em termos do conceito do mundo da essência (que transcende tempo s espaço). Assim, ele defendeu uma ilusão que sua opinião era absolutamente verdadeira.

(3) Os sofistas não conheciam o fato da criação. Eles não tinham conhecimento da essência imutável por trás do fenômeno mutável. Não é que a verdade não pode ser fixada, mas que aquilo que é universal e apropriado pode ser uma verdade real. Em outras palavras, se existe uma teoria que está baseada em algo mais essencial, então ela pode estar mais perto de uma verdade imutável.

(4) A descoberta da verdade pelo método dialético de Sócrates corresponde ao processo de multiplicação pela ação dar e receber explicada no Pensamento de Unificação. Se determinado diálogo (ação dar e receber) é feito centrando em um propósito comum, uma conclusão que é apropriada para ambos os lados pode ser alcançada. Por causa desta ação de multiplicação, a descoberta da verdade é possível. Portanto, falando de forma estrita, este método de diálogo não é o método dialético, mas o método dar e receber.

(5) A estrutura hierárquica dos conceitos de Platão corresponde às inúmeras imagens individuais existentes no Hyung Sang Interno (Forma Externa) da Base Quádrupla Interna na Imagem Original. A razão pela qual conceitos têm uma estrutura hierárquica é que Deus criou todas as coisas no sentido descendente e em seqüência tomando a Imagem Individual do homem no mundo da idéia de Deus. (cf. “Ontologia” no Pensamento de Unificação.)

14. Apresente brevemente a dialética dos tempos modernos.

(1) De acordo com Kant, a dialética é a antinomia da razão pura que tem contradição dentro de si mesma. “Antinomia da razão pura” implica duas proposições opostas mantidas com igual direito. É inevitável cair nesta lógica de antinomia quando a razão pura, separada da intuição sensorial direta, é aplicada ao universo como um todo.
Estas duas proposições são contraditórias. Por exemplo, é possível estabelecer a proposição que “o universo é finito” aplicando o conceito de quantidade que é uma das categorias da razão pura, mas ao mesmo tempo, é também possível estabelecer a contraproposição que “o universo é infinito.” Além disso, em termos de causa e efeito que pertence ao conceito de relação, é possível estabelecer as duas proposições opostas como tese e antítese, respectivamente, isto é, “o universo não tem somente causa e efeito natural, e não tem nenhuma causa e efeito livre” (tese) e a proposição oposta que “o universo tem somente causa e efeito natural, e não tem nenhuma causa e efeito livre” (antítese). Ele chamou estas proposições de antinomia da lógica aparente.

(2) Fichte desenvolveu a teoria do predomínio da razão prática de Kant, e disse que atividade (“Tathand lung” é a essência de si mesmo. Assim, contradição se desenvolve entre o ser e o não-ser. A questão é que o não-ser está subordinado ao ser (atividade). Sem atividade, não há nem o ser e nem o não-ser. Se o ser é estabelecido como tese pela atividade, então o não-ser é estabelecido como antítese. Neste momento, o ser agindo tenta conquistar o não-ser. Esta contradição se torna a força motriz da atividade. Esta é a essência da dialética de Fichte.

(3) A dialética de Hegel também é a dialética da contradição. Mas sua dialética é a dialética do desenvolvimento pela contradição. De acordo com Hegel, tanto a natureza como o espírito se desenvolvem pela repetição do processo de três estágios baseado na contradição, isto é, o processo de tese-antítese-síntese. Para Hegel, contradição significa “unidade de oposição.” De acordo com ele, desenvolvimento tem seu início, seu processo e sua conclusão (retorno). O início é o Espírito Absoluto, e Ele se nega para aparecer o exterior, (Entfremdung seiner selbst), e se torna natureza, e finalmente retorna para o Espírito Absoluto se tornando o espírito do homem. A história do universo, a humanidade e também todos os fenômenos naturais são o processo do desenvolvimento dialético da auto-realização do Espírito Absoluto.
A dialética no mundo do Espírito Absoluto (Deus) é a “Dialética da Ideia” de “Ser (Sein) – Essência (Wesen) – Conceito (Begriff).” A dialética que opera no mundo natural é a “Dialética da natureza” de “Matéria Inorgânica – Compostos – Matéria Orgânica.” A dialética que opera no espírito do homem é a “Dialética do Espírito” de “Espírito Subjetivo – Espírito Objetivo – Espírito Absoluto.” Esta é a essência da dialética de Hegel.

15. Critique a dialética dos tempos modernos.

(1) Antinomia de Kant
Isto não é nada mais do que uma autoconfissão de ignorância da existência de Deus e o princípio de Sua criação. Não importa quão grande o universo possa ser, ele é finito porque é o mundo criado e relativo. Somente o Ser Absoluto é infinito.
Em segundo lugar, se existe ou não livre causa e efeito no universo não é uma questão importante no Pensamento de Unificação, pois o universo foi criado por Deus e está direcionado para um propósito e se desenvolve pela autonomia do próprio Princípio. Assim, causa e efeito com propósito (livre causa e efeito) estão operando juntamente com a causa e efeito natural.

(2) A contradição de Fichte entre Ser e Não-Ser à luz do Pensamento de Unificação, o ser de Fichte significa o homem que é sujeito, o não-ser significa todas as coisas (exceto o homem) que são objetos, e atividade significa prática, isto é, domínio. Ele considerava também cognição e pensamento como atividade. Ele disse que a essência do homem é atividade, sendo que todos reconhecem, pensam e agem, isto é, estão sempre em atividade.
Mas a partir do ponto de vista do Pensamento de Unificação, está errado incluir a cognição ma categoria de atividade. Cognição é realizada para a obtenção de alegria, enquanto a atividade é realizada para alcançar o domínio sobre todas as coisas. É verdadeiro que cada uma faz parte do circuito criado da ação dar e receber, mas cada uma é diferente da outra em sua função e em seu propósito. Além disso, é errôneo dizer que ser e não-ser são contraditórios um ao outro. Se o homem não tivesse caído, o homem teria dominado todas as coisas através do amor. Não poderia haver nem luta e nem contradição entre o homem e todas as coisas, mas somente harmonia entre eles. Contradição é o relacionamento de negação mútua entre os dois. Mas de fato o sujeito (homem) precisa do objeto (todas as coisas) e o objeto precisa do sujeito. Assim, não pode haver nenhuma negação mútua.

(3) Hegel
À luz do Pensamento de Unificação, a dialética de Hegel está fundamentalmente errada. Ele considerava a criação de Deus do universo como a auto-realização do Espírito Absoluto (Ideal). Mas sendo que ele não conhecia o propósito de criação, ele pensou de forma errada que o motivo da auto-realização era contradição ao invés de propósito (Coração).
Além disso, ele considerava a natureza como o estágio meio através do qual o Espírito Absoluto retorna para Ele mesmo, mas isto também está errado. A natureza (todas as coisas) foi criada para se tornar o objeto da alegria e domínio do homem. O espírito do homem, em última análise, não é para retornar para o Ser Absoluto, isto é, Deus. O homem recebeu o espírito (mente) como Sung Sang e o corpo como Hyung Sang à semelhança da Imagem Original e se tornar o objeto substancial da alegria de Deus. Na dialética de Hegel, há muitos outros erros.

16. Explique e critique a Lei da Contradição (a lei de unidade e luta dos elementos opostos) na dialética comunista.

(1) Explicação
De forma inata, todas as coisas têm dos elementos opostos dentro de si. Estes elementos opostos estão unidos um com o outro, e ao mesmo tempo estão lutando. Por causa disto, tudo se move, muda e se desenvolve. Esta lei de contradição funciona no desenvolvimento social, isto é, na história também. A classe dominante e a classe dominada, ou as forças produtivas e as relações de produção mantêm unidade uma com a outra por um lado, e lutam por outro lado. Por causa disto, elas se desenvolvem. Mas de acordo com Lenin, unidade é temporária, relativa e condicional, e luta é permanente, absoluta e incondicional e, portanto, movimento e desenvolvimento são derivados a partir da luta dos elementos opostos.

(2) Crítica
Isto é falso a partir do ponto de vista do pensamento de Unificação. Luta é desenvolvida somente quando alguns propósitos ou interesses são opostos uns aos outros. No mundo natural isto não são elementos opostos, mas os elementos recíprocos que têm harmoniosa ação dar e receber centrando em um propósito comum. Somente na sociedade humana se desenvolvem muitas lutas. A essência destas lutas não tem sido a luta entre classes e nem a luta entre forças produtivas e relações de produção, mas ao invés, a luta entre o poder subjetivo no lado do bem e aquele no lado do mal, que vieram a estar separados de acordo com a lei providencial de separação. Isto é porque a ação de repulsão, que originalmente era para complementar a ação dar e receber, devido à queda do homem, ocorre como um fenômeno que perturba a ação dar e receber. Mas devido à ação de repulsão entre bem e mal, e a vitória do lado do bem, a história tem se desenvolvido na direção da restauração.

17. Explique e critique a “Lei de Transição da Mudança Quantitativa para a Mudança Qualitativa” no comunismo.

(1) Explicação
Todas as coisas têm ambos os aspectos quantitativo e qualitativo. No desenvolvimento, mudança quantitativa vem primeiro. Quando esta mudança alcança determinado estágio, a mudança qualitativa aparece repentinamente. É dito que mudança quantitativa é gradual e suave, enquanto a mudança qualitativa é abrupta e repentina. A seguir estão bons exemplos: Quando a água alcança 100°C, ela ferve; um ovo choca e surge o pintinho; e uma semente germina como um broto. Esta lei opera também no desenvolvimento da sociedade Quando o aumento quantitativo da luta econômica (greve, etc.) alcança determinado estágio, ela repentinamente muda para a luta política, isto é, a revolução.

(2) Crítica
De acordo com o ponto de vista do Pensamento de Unificação, tudo é um corpo de verdade individual, e no desenvolvimento, tanto mudança quantitativa como mudança qualitativa vem através da ação dar e receber harmoniosa entre elementos subjetivos e objetivos que existem dentro do corpo de verdade individual. Além disso, mudança quantitativa e mudança qualitativa ocorrem simultaneamente. Uma nunca precede a outra. A ebulição da água não é um movimento de desenvolvimento, porque o vapor se torna água quando a temperatura abaixa. É também possível que a água evapore sem ebulição. Portanto, mudança quantitativa e mudança qualitativa nem sempre ocorrem em sequência no tempo, mas geralmente são simultâneas. No Pensamento de Unificação, esta mudança simultânea em qualidade e em quantidade é chamada “Lei do Desenvolvimento Simultâneo (mudança) de Sung Sang e Hyung Sang.”

18. Explique e critique a “Lei de Negação da Negação” no comunismo.

(1) Explicação
Dois elementos opostos (contradição) dentro de uma coisa têm o relacionamento de tese e antítese, e tese é sempre negada pela antítese, enquanto antítese é transferida (ou deslocada) para ser negada novamente. Assim, síntese, que não é tese e nem antítese, pode ser formada. Isto é o que é chamado “negação da negação.” Esta síntese é uma nova tese, e é negada novamente por uma nova antítese, que é negada novamente. Desta forma uma nova síntese é formada. Assim, desenvolvimento continua infinitamente. Isto significa que desenvolvimento resulta da negação da negação, e que isto assume uma direção de restauração. Por exemplo, um pássaro é negado para se tornar um ovo. Este ovo é negado novamente para se tornar um pássaro. Uma semente é negada para se tornar um broto. O broto cresce para dar frutos, e uma nova semente aparece. Além disso, na história humana, a sociedade sem classes se transformou para se tornar a sociedade de classes (sociedade escravista, sociedade capitalista), e então novamente se torna a sociedade sem classes, isto é, a sociedade comunista surge por meio de negação da negação.

(2) Crítica
Negação, como também luta, surge quando alguns interesses ou propósitos são opostos uns aos outros. Mas, em qualquer coisa nunca podem ser vistos elementos opostos, no sentido que eles não têm o mesmo propósito. A razão é porque todas as coisas são corpos de verdade individuais que possuem elementos relativos de sujeito e objeto. Portanto, desenvolvimento das coisas não resulta da negação, mas da ação dar e receber harmoniosa em afirmação mútua. A mesma coisa pode ser dita de todo desenvolvimento na natureza, por exemplo, naqueles casos como um ovo ou um broto. Mas no desenvolvimento social, por causa da queda do homem, baseado na lei da separação, em oposição a um sujeito do mal aparecerá um sujeito do bem, e ambos lutarão um com o outro. Isto não é ação dar e receber, mas ação de repulsão. Por causa desta luta, a história passa a tomar uma direção de restauração. Mas uma vez que a providência de restauração esteja cumprida, haverá desenvolvimento baseado na ação dar e receber apenas, centrando em um propósito comum. Então a sociedade se desenvolve harmoniosamente. Por esta razão, a sociedade humana até hoje tem sido a história de restauração ao estado original antes da queda do homem. Após o cumprimento da restauração haverá somente desenvolvimento infinito baseado na ação dar e receber, mas sem restauração. Nesse tempo, não haverá nenhuma ação de repulsão ou luta.

19. Explique e critique a dialética comunista referente ao movimento repetitivo e o movimento progressivo.

(1) Explicação
De acordo com a dialética comunista, este movimento surge por causa de um impulso condicional fornecido a partir de fora (por exemplo, calor), e não por causa da contradição essencial dentro do ser, então o movimento aparece como repetitivo. (Por exemplo, um movimento que a água para vapor, e vapor se condensa em água.) E, se um movimento surge por causa do motivo essencial da contradição dentro do ser, embora a mesma causa esteja presente, então o movimento aparece como movimento de desenvolvimento rumo a alguma direção definida. (Por exemplo, a eclosão de um ovo.)

(2) Crítica
Eles insistem que todo movimento é atribuído à contradição dentro do ser; eles também insistem que movimento repetitivo resulta de uma causa condicional a partir do exterior. Estas afirmações são contraditórias, e a última afirmação é essencialmente a mesma da visão do materialismo mecanicista. De acordo com o Pensamento de Unificação, no caso da evaporação da água, os elementos relativos (força de atração e força de repulsão das moléculas) na água são sem vida, por isso surge apenas movimento repetitivo. No caso de um ovo, elementos subjetivos (o embrião) dos dois elementos relativos no ovo (o embrião e a casca), têm vida, por isso surge um movimento progressivo. O comunismo não pode discernir vida e matéria corretamente.

IV. Visão Materialista da História

20. O que é a Visão Materialista da História? Explique-a brevemente, e então critique-a.

(1) Explicação
A visão materialista da história é a aplicação da dialética e do materialismo comunista à história e aos problemas sociais.

(a) A dialética afirma que desenvolvimento ocorre através de unidade e luta de fatores opostos baseados na contradição interna. (“Lei do Desenvolvimento através de Unidade e Luta de Fatores Opostos” ou, em resumo, “Lei da Contradição”). Com a aplicação desta “Lei da Contradição” à história, a visão materialista da história afirma que a história humana é a história de luta entre a classe dominante e a classe dominada.

(b) A dialética afirma que desenvolvimento não é um processo de crescimento constante, mas um processo que é interrompido por um salto repentino de mudança quantitativa para mudança qualitativa (“Lei de Transição de Mudança Quantitativa para Mudança Qualitativa”). De acordo com a visão materialista da história na aplicação desta lei, a luta de classes começou primeiramente como luta econômica. A esfera desta luta é gradualmente estendida até um ponto quando a luta política radical e violenta, isto é, a revolução, acontece de repente. Neste momento, o relacionamento entre dominante e dominado é invertido e a classe dominada obtém a vitória, trazendo uma nova sociedade.

(c) Como a aplicação da “Lei de Negação da negação,” a dialética afirma que a história começou a partir de uma sociedade comunal primitiva que era uma sociedade sem classes; depois que esta sociedade sem classes foi negada, a sociedade de classes se desenvolveu através de três estágios (escravista, feudal e capitalista), e definitivamente a própria sociedade de classes será negada para retornar para os estágios mais elevados de sociedade sem classes, isto é, a sociedade comunista.

(d) Como a aplicação do materialismo, a visão materialista da história afirma que, como o espírito do homem é um produto da matéria, assim também as várias formas de ideologias na sociedade (várias visões e instituições) são produtos das relações de produção, que são o fundamento da sociedade. Deste modo, a superestrutura (várias visões e instituições) compartilha o mesmo destino idêntico com o fundamento (base), isto é, o desenvolvimento e extinção de várias formas ideológicas seguem o desenvolvimento e extinção das relações de produção.

(2) Crítica
Os comunistas utilizam a dialética e o materialismo para explicar o desenvolvimento histórico, nos fornecendo a visão que a sociedade comunista, a sociedade ideal pela qual a humanidade tem esperado, está assegurada chegar no futuro. Mas, os países comunistas, que foram estabelecidos de acordo com sua teoria, se tornaram muito piores do que suas contrapartes capitalistas, quando as pessoas no bloco comunista sofrem a desigualdade, liberdade restrita e negligência grosseira dos direitos humanos. A razão para sus disparidade é que a filosofia comunista, o materialismo dialético, que eles aplicam ao desenvolvimento histórico, é falsa. A visão materialista da história como também outras teorias do comunismo, é uma teoria enganosa que revolucionários profissionais têm utilizado para enganar as pessoas a fim de tomar o poder político. A melhor maneira para explicar o desenvolvimento da história com exatidão é aprender a visão da história do Pensamento de Unificação.

21. Esclareça a razão pela qual a Visão Materialista da História enfatiza que o desenvolvimento social é regido pela lei, então critique-a e apresente uma contraproposta.

(1) A Razão
Os comunistas afirmam que o desenvolvimento social é governado pela lei, porque eles acreditam que a teoria do desenvolvimento social deve se tornar ciência social. Como visto na ciência natural, ciências podem ser estabelecidas quando estão baseadas em leis objetivas. Os comunistas acreditam que estas leis objetivas devem ser leis materiais. Portanto, a fim de que a teoria sobre desenvolvimento social se torne ciência social, ele deve-se assumir que leis materiais operam no desenvolvimento social.
Se for assumido que a providência de Deus tem trazido desenvolvimento histórico, não é possível encontrar leis materiais na história. Nesse caso, eles insistem, a teoria histórica não poderia ser considerada como sendo uma ciência, mas seria um pouco melhor do que um tipo de superstição.

(2) Crítica
A afirmação que uma teoria histórica deve ser uma ciência social é uma visão verdadeira. Entretanto, a teoria comunista da visão materialista da história está errada; ela não pode reivindicar ser ciência social no sentido verdadeiro. As leis comunistas de desenvolvimento social (desenvolvimento histórico) não são de fato leis objetivas, mas conclusões obtidas por métodos de análise muito subjetivos. Por exemplo, existe a lei: “Quando as forças produtivas progridem a determinado estágio, as relações de produção existentes se tornam um obstáculo para o progresso das forças produtivas; neste ponto, a revolução social inevitavelmente ocorre.” Isto não é uma lei objetiva com prova científica, mas uma simples aplicação de seus métodos analíticos subjetivos, tal como a lei da contradição e a lei de mudança quantitativa para mudança qualitativa. A despeito de seus métodos subjetivos, eles fingem que sua teoria é objetiva e científica. Isto não pode afirmar ser uma ciência social verdadeira.

(3) Contraproposta
A visão materialista da história falha em oferecer leis objetivas verdadeiras porque ela afirma erroneamente que desenvolvimento social é desenvolvimento material, que é a mesma coisa que o desenvolvimento na natureza. Entretanto, desenvolvimento social pode ser provocado por uma combinação (ação dar e receber) de vontade (espírito) e matéria. Entre os dois, o fator que age como sujeito é a vontade (espírito). Portanto, eles deveriam ter descoberto leis objetivas a partir do aspecto do espírito. Mas, pelo contrário, eles tentaram descobrir leis objetivas somente a partir do aspecto da matéria que é objeto. Como matéria está sob o controle do espírito (sujeito), determinadas leis podem ser encontradas na matéria. Entretanto, os comunistas utilizam a dialética, que é seu método subjetivo, e camuflam sua interpretação como se ela fosse baseada em leis materiais objetivas. Quais são as leis objetivas que operam no espírito? Elas são as leis da Providência de Deus, a saber, as leis de criação e as leis de restauração, as quais têm operado através da vontade do homem. Estas não são leis subjetivas, mas leis objetivas, porque são determinadas por Deus e não podem ser mudadas pela vontade do homem, tal como o homem não pode mudar as leis naturais.
Consequentemente, “a visão da história da Unificação” que é a aplicação estas leis da Providência à história, pode reivindicar com justiça ser ciência social no verdadeiro sentido. Até agora o Cristianismo tem sido incapaz de apresentar uma visão clara das leis da Providência de Deus. Portanto, mesmo se os comunistas criticam o Cristianismo como misticismo e superstição, os cristãos têm sido incapazes de fazer qualquer contraataque contra isto.

22. Enumere pontos importantes das leis do desenvolvimento da história, de acordo com a visão materialista da história.

(1) Desenvolvimento social é baseado no desenvolvimento das forças produtivas, as quais são materiais.

(2) O homem, em sua vida social, está inevitavelmente envolvido nas relações de produção como seu mais básico relacionamento social.

(3) As relações de produção progridem, inevitavelmente, seguindo e correspondendo ao progresso das forças de produção.

(4) As forças de produção e as relações de produção progridem independentemente da vontade do homem.

(5) Quando as relações de produção se tornam um obstáculo para o progresso das forças de produção, a revolução ocorre.

(6) A superestrutura, ou seja, as várias visões e instituições (formas ideológicas) é o produto das relações de produção que são o fundamento da sociedade.

(7) Todo tipo de estado é uma instituição de poder (organização de poder) da classe dominante; o estado é a instituição de opressão que uma classe utiliza para oprimir outras classes. Portanto, a mudança do poder do estado de uma classe para outra pode ser realizada somente pela revolução (a teoria do estado e revolução).

23. Critique a lei que “progresso social está baseado no desenvolvimento das forças produtivas materiais” e apresente uma contraproposta.

(1) Crítica
Esta lei significa que o curso básico do progresso social é o desenvolvimento das forças produtivas, e que as forças produtivas não são espirituais, mas materiais. Entretanto, esta teoria comunista permanece incapaz de explicar a causa do desenvolvimento das próprias forças produtivas. Sendo que desenvolvimento dialético é provocado pela luta entre elementos contraditórios, o desenvolvimento das forças produtivas também deve ser explicado em termos de luta entre elementos contraditórios dentro das forças produtivas. Mas Marx e seus seguidores dizem somente que desenvolvimento das forças produtivas é autocausado e permanecem incapazes de tornar claro o conteúdo dos elementos contraditórios (coisas opostas) dentro das forças produtivas. Isto somente prova que o desenvolvimento das forças produtivas não vem através do processo dialético. Além disso, a razão pela qual as forças produtivas não permanecem em determinado nível, mas ao invés se desenvolvem continuamente permanece sem esclarecimento.

(2) Contraproposta
De acordo com o Pensamento de Unificação, as forças produtivas são uma das formas do poder criativo do homem: Poder criativo é a capacidade para dominar a criação (todas as coisas) a fim de sentir alegria através da vida de valor (vida espiritual) e toda a vida (vida física) tal como alimentação, habitação e vestuário. O homem também é dotado com o de desejo de estabelecer o reino de Deus (mundo ideal). Este desejo, através do qual o homem busca constantemente por uma vida melhor, tendo melhor vestuário, alimentação e abrigo, trazendo o desenvolvimento do poder criativo. Mas de acordo com o Pensamento de Unificação, desenvolvimento significa multiplicação, que pode ser alcançado somente pela ação ar e receber entre sujeito e objeto. O sujeito neste caso, o Sung Sang (fator interno), é vontade e conhecimento baseados no desejo. O objeto, o Hyung Sang (fator externo), refere-se ás condições sociais e materiais em determinado tempo. Em outras palavras, uma combinação (ação dar e receber) entre o sujeito (vontade e conhecimento do homem) e o objeto (condições sociais e materiais), traz novo conhecimento e técnica. Este é o significado do desenvolvimento do poder criativo, ou o desenvolvimento das forças produtivas.
Portanto, o desenvolvimento das forças produtivas não é simples desenvolvimento material, mas é o desenvolvimento trazido pela combinação entre Sung Sang (fator espiritual) e Hyung Sang (fator material). Neste caso, porque o fator sujeito é vontade, se um fator deve ser enfatizado, podemos dizer que desenvolvimento é gerado pela ação da vontade.

24. Critique a lei (da Visão Materialista da História) “O progresso das relações se produção seguem e correspondem ao progresso das forças produtivas,” e apresente uma contraproposta.

(1) Crítica
Esta lei significa que na Era do Ferro, por exemplo, quando as forças produtivas se desenvolveram ao estágio de agricultura e indústria artesanal, a forma de relações de produção mudou para sociedade feudal onde senhores feudais e servos tinham relacionamentos centrados na produção. Quando as forças produtivas se desenvolveram e alcançaram o estágio das grandes indústrias mecanizadas, as relações de produção também progrediram, tomando a forma de sociedade capitalista onde capitalistas e trabalhadores têm relacionamentos centrados na produção. Mas esta lei não é aplicável atualmente. Na sociedade comunista, que é por sua definição, um passo mais avançado da sociedade capitalista, as forças produtivas são muito menos desenvolvidas do que nas sociedades capitalistas. Este fato prova que esta lei está errada.
Por que as relações de produção comunistas aparecem em uma sociedade com forças produtivas menos desenvolvidas do que a sociedade capitalista? Não podemos evitar pensar que o estágio das relações de produção não corresponde necessariamente ao desenvolvimento das forças produtivas. Deve haver outros fatores que têm influência sobre o desenvolvimento das sociedades.

(2) Contraproposta
De acordo com o Pensamento de Unificação, desenvolvimento social é necessariamente promovido pela ação dar e receber (poder de combinação entre o fator sujeito e o fator objeto).
O desenvolvimento de ambas as forças produtivas e as relações de produção é promovido desta forma. O fator subjetivo é vontade (consciência), o fator interno, enquanto o fator objetivo são as condições sociais e materiais, o fator externo. O desenvolvimento de ambas as forças produtivas e as relações de produção resulta a partir da ação dar e receber entre “vontade” e “condições sociais e materiais.” A diferença existe somente no conteúdo e propósito das respectivas ações dar e receber.
Quando a ação dar e receber está direcionada rumo ao desenvolvimento de habilidades ou técnicas, desenvolvimento das forças produtivas acontece. O desenvolvimento das relações de produção ocorre quando a ação dar e receber está direcionada rumo à reforma do sistema social. No caso do desenvolvimento das forças produtivas, o fator Sung Sang é a vontade dos cientistas; no caso do desenvolvimento das relações de produção, o fator Sung Sang é a vontade dos estadistas.
No caso do desenvolvimento das forças produtivas, o fator Hyung Sang são as condições sociais tais como o nível de desenvolvimento científico e o nível de produtividade, e as condições materiais tais como capital, recursos, escala de instalações fabris. No caso do desenvolvimento das relações de produção, o fator Hyung Sang são as condições sociais tais como sofrimento das massas, corrupção e injustiça dos servidores públicos, aumento da insatisfação das massas, frequência de manifestações, e condições materiais tais como a falência da finança nacional, um forte aumento de preços, problemas financeiros da indústria, e assim por diante. Consequentemente, o desenvolvimento das relações de produção não corresponde diretamente ao desenvolvimento das forças produtivas, mas ao invés, ao desenvolvimento da condição do sujeito, ou seja, o desenvolvimento do desejo (vontade).

25. Critique a lei que “O progresso das forças produtivas e das relações de produção ocorre independentemente da vontade do homem,” e apresente uma contraproposta.

(1) Crítica

O que esta lei quer dizer é que desenvolvimento a partir do processo de manufatura para a grande indústria de máquinas, e desde a invenção da bússola até a abertura das rotas marítimas, e desde a invenção da máquina a vapor até a Revolução Industrial não foi algo pretendido pelo homem. Em outras palavras, o inventor da bússola nunca imaginou que sua invenção seria utilizada para abrir rotas marítimas. Da mesma forma, Watt, o inventor da máquina a vapor, nunca imaginou que sua invenção levaria à Revolução Industrial. Isto é o que quer dizer esta lei. Mas a própria bússola é obviamente um produto da vontade do inventor, como também a abertura de rotas marítimas é, sem dúvida, um produto da vontade da pessoa que a planejou e a realizou. Da mesma forma, tal como a máquina a vapor é um produto da vontade de Watt, assim também a máquina de fiação, a locomotiva, as estradas de ferro, a fundição do ferro, e o navio a vapor são os produtos da vontade de algum inventor, respectivamente. Portanto, o fato que inventores anteriores falharam em imaginar futuras invenções e desenvolvimentos não é suficiente para provar a teoria de Marx que desenvolvimento das forças produtivas ocorrem de forma independente da vontade humana.

(2) Contraproposta
Toda invenção é o produto da vontade do inventor e o núcleo das forças produtivas é a acumulação de invenções. Portanto, as forças produtivas não são independentes da vontade, mas ao invés, são dependentes da vontade. Entretanto, como afirmado antes, a invenção não pode ser realizada somente pela vontade, mas as condições sociais e materiais devem estar presentes para tornar a invenção possível. Assim, como o Pensamento de Unificação afirma, ela é a combinação da vontade e das condições sociais e materiais que trazem a invenção. (A Providência de Deus opera sobre a ação de vontade do homem, embora o homem não perceba isto.) As razões pelas quais os comunistas desconsideram a ação de vontade no desenvolvimento histórico são: 1) Se eles admitem a importância da ação de vontade, a filosofia materialista, que afirma que espírito é um produto da matéria, entra em colapso; 2) a fim de refutar a lógica que ação política apropriada (ou consciência política) pode evitar a ocorrência da revolução social, ou seja, a fim de estabelecer a lógica que, sendo as políticas governamentais são boas ou não, as relações de produção capitalistas inevitavelmente entrarão em colapso como resultado do desenvolvimento das forças produtivas que são condições materiais.

26. Critique a lei que “Quando as relações de produção se tornam um obstáculo para o progresso das forças produtivas, a revolução ocorre,” e apresente uma contraproposta.

(1) Crítica
Esta lei quer dizer que as forças produtivas se desenvolvem constantemente, uma vez que as relações de produção estejam estabelecidas, e elas tendem a permanecer fixas. Assim, quando as forças de produção progridem a certo nível, inevitavelmente surge conflito com as relações de produção estáticas, (as relações de produção se tornam um obstáculo) e a revolução ocorre. Esta revolução significa revolução violenta. Os comunistas defendem que as forças produtivas são geralmente desenvolvidas pela classe dominada, e a revolução ocorre porque a classe oprimida vem destruir o velho sistema das relações de produção estabelecidas, que se tornaram um obstáculo para o desenvolvimento das forças produtivas.
A causa da Revolução Francesa consistiu das contradições dentro do velho sistema. Mas houve também motivações diretas: a reunião em Paris do exército de defesa das fronteiras, falhas na política tais como a demissão do Ministro das Finanças Neckel, e fatores acidentais tais como a colheita ruim naquele tempo. Estas motivações diretas demonstram que, se os estadistas tivessem feito bom uso de sua força de vontade e tivessem realizado boas políticas, eles poderiam ter reformado o sistema de forma pacífica sem revolução violenta. A Revolução Gloriosa na Inglaterra em 1688 é um bom exemplo. Nesta revolução, o parlamento afastou o reacionário Rei James II, que perseguiu os Protestantes, e colocou William III, que era pró-Protestante, no trono como o novo rei e o permitiu aprovar os direitos dos cidadãos (“Declaração de Direitos”). Assim, esta revolução foi a reforma pacífica do sistema sem derramamento de sangue.

(2) Contraproposta
De acordo com a Visão da História do Pensamento de Unificação, é defendido que todas as lutas, incluindo revoluções, são conflitos entre bem e mal, na medida em que essas lutas possuem significado histórico. Quando a velha soberania continua a maltratar as pessoas, sem se arrepender por seu mau governo, líderes no lado do bem surgem para lutar e as massas passam a apoiá-los como seu sujeito, e assim é provocada a revolução. Falando de forma estrita, a Revolução Francesa não foi uma luta entre a classe dominante e a classe dominada, mas uma luta entre as da velha soberania, o poder sujeito no lado do mal, e as forças dos líderes recentemente emergentes, o poder sujeito no lado do bem. Os camponeses que formavam a classe oprimida tinham o mesmo interesse dos poderes recentemente crescentes (pessoas do comércio e indústria), por isso esses camponeses apoiaram e cooperaram com os cidadãos do comércio e da indústria. Se não fosse pelas pessoas do comércio e indústria, que eram os poderes emergentes, a rebelião dos camponeses, a classe dominada naquele tempo, certamente teria sido suprimida. Nem todos da classe dominante se tornaram inimigos das massas. Alguns deles (sacerdotes e aristocratas) se alinharam com o terceiro estado (cidadãos e camponeses) e estabeleceram um parlamento constitucional.
Como explicado acima, revolução é uma luta entre os poderes sujeito (forças soberanas) do lado do mal e os poderes sujeito do lado do bem, em resumo, uma luta entre bem e mal. (Bem e mal aqui significam bom e mal de coração, ou seja, bom e mal dos desejos.) Portanto, podemos dizer que revoluções são de fato conflitos entre desejos.

27. Critique a afirmação que a superestrutura é o produto do fundamento (base), e apresente uma contraproposta.

(1) Crítica
Nesta afirmação, superestrutura significa várias formas de ideologias, ou seja, as diversas visões e instituições. As “várias formas de ideologias” significam visões da política, legislação, religião, artes e filosofia e as instituições da sociedade. O “fundamento” (base) significa as relações de produção ou sistema econômico. Os comunistas afirmam que tal como espírito é o produto da matéria, assim também a superestrutura é o produto do fundamento, e portanto, a superestrutura entra em colapso juntamente com ele. Quando o novo fundamento é estabelecido, então sobre ele a nova superestrutura é formada.
Entretanto, os fatos da história real não apoiam estas afirmações. Por esta razão, tem emergido entre os comunistas uma nova tendência para insistirem no que eles chamam “continuidade da superestrutura,” Isto demonstra que eles têm reconhecido seu erro. Como um assunto de fato, a arte grega mais antiga, a maior religião (Cristianismo) e conceitos legais do Império Romano ainda permanecem até hoje. Embora o fundamento (as relações de produção) do sistema escravista pereceu ao longo do tempo, a própria superestrutura não pereceu, mas ainda permanece. A partir destes fatos está claro que a afirmação deles está fundamentalmente errada.

(2) Contraproposta
A causa de seu erro é que eles mantêm que o espírito é um produto da matéria, e que, pela aplicação desta afirmação na sociedade, eles comparam espírito com a superestrutura (as várias visões e instituições) e da mesma forma, a matéria com as relações de produção (economia). De acordo com o Pensamento de Unificação, espírito não é o produto da matéria e, portanto, na aplicação do relacionamento espírito-matéria à sociedade, “espírito” deve ser considerado como correspondendo à vontade humana e “matéria” apenas com os bens econômicos. A partir das forças produtivas e relações de produção até a política, leis, religião e arte, tudo é produto de uma combinação (ação dar e receber/) entre a vontade do homem (desejo) e os bens econômicos.
Entre os desejos do homem, há dois tipos de desejos: um é temporário e específico, enquanto o outro é permanente e universal. Os produtos de desejos temporários e específicos não podem resistir ao tempo, mas os produtos dos desejos permanentes e universais permanecem, transcendendo tempo e espaço.
Porque religião, arte e leis possuem aspectos fortes para satisfazer os desejos mais permanentes e universais, eles sobrevivem por um longo tempo.

28. Explique brevemente a teoria comunista referente ao estado e revolução e critique-a, e então apresente uma contraproposta.

(1) Explicação
Nas sociedades comunais primitivas, o início da propriedade privada trouxe uma sociedade de classes, a qual deu surgimento a um estado. O estado é uma instituição de poder (organização de poder) com a qual a classe dominante explora e oprime a classe dominada. O estado mantém sua organização por meio da força tal como o exército, a polícias e as prisões.
Uma classe dominante nunca abandona o poder do estado de forma pacífica para outra classe. Portanto, a classe dominada não pode privar a classe dominante de seu poder sem que seja através de revolução violenta para sua própria sobrevivência. Esse é o motivo pelo qual a revolução é inevitável enquanto um estado existir. Sendo que a sociedade capitalista é o último estágio nas sociedades de classes, quando a revolução proletária destruir com sucesso esses estados capitalistas, o sistema de propriedade privada então será abolido. E depois de determinado período, as classes desaparecerão completamente e o estado perecerá.

(2) Crítica
Os comunistas afirmam que na sociedade comunal primitiva, depois de repetidas lutas entre tribos, aquela que venceu a batalha coloca os perdedores na escravidão, e desta forma, a sociedade de classes (sociedade do sistema escravista) era estabelecida. Mas eles não esclarecem a razão pela qual o vencedor forçava o inimigo à escravidão depois de obter vitória. E eles também não são capazes de explicar por que a classe dominante passa a reprimir e explorar a classe dominada em uma sociedade de classes.
Eles são incapazes de explicar por que a sociedade capitalista é a última forma de sociedade de classes. Sendo que a sociedade de classes se desenvolveu a partir da sociedade primitiva sem classes, há uma possibilidade que mesmo se a sociedade comunista alcance o objetivo de uma sociedade sem classes, uma nova sociedade de classes pode nascer na sociedade comunista. Eles não fornecem respostas claras para estas questões.
Na realidade, podemos ver na Rússia Soviética uma rígida sociedade de classes com exploração e opressão mais severa do que nas sociedades capitalistas.

(3) Contraproposta
Originalmente, um estado era para ser formado centrando em Deus, e todos os cidadãos deviam se tornar os cidadãos deste estado centrado em Deus. Todo o mundo deveria se tornar uma única nação. Ao contrário, devido à queda dos primeiros antepassados do homem, todos os estados têm estado sob o domínio de Satanás. Sendo que o desejo de Satanás se expressa no desejo voraz por aquisição e posse e o desejo de opressão, tanto a classe dominante como a classe dominada, que estavam sob opressão e exploração, formaram a base para a hostilidade e luta de classes.
Em um estado sob o domínio de Deus, uma ordem de hierarquia é mantida; (e) há aqueles que governam e aqueles que são governados. Mas aqui, governo significa “controle,” que significa regência pelo amor. Portanto, nem a opressão e nem a exploração por pessoas em posições superiores sobre pessoas em posições inferiores podem ocorrer. Mesmo se existe classe governante e classe governada em um estado centrado em Deus, essas não seriam duas classes resultantes de diferenças econômicas, mas elas seriam diferentes para a manutenção da ordem. Deste modo, haveria muitos níveis neste ordenamento.
Devido à queda do homem, os desejos do homem mudaram para desejos satânicos. Consequentemente, as sociedades foram divididas em duas classes. Recentemente, nos países avançados existe uma tendência que as diferenças entre classes estejam se tornando cada vez menores, e classes diferentes estão sendo unidas na direção de uma única classe média. Isto é porque a sociedade humana está sendo restaurada ao estado original.

V: Capital (Teorias Econômicas do Comunismo)

29. Apresente brevemente a Teoria do Valor do Trabalho de Marx.
De acordo com a Teoria do Valor do Trabalho, Todas as mercadorias têm um elemento quantitativo comum. Este elemento é a quantidade de trabalho ou número de horas envolvidas na produção das mercadorias, e é a essência do valor das mercadorias. O valor de uso de uma mercadoria não é comparável um com o outro e, portanto, o valor de uso não pode ser o valor de troca. Somente a quantidade de trabalho, que é o elemento quantitativo comum em todas as mercadorias, pode se tornar o valor de troca. A expressão monetária do valor de troca, ou a quantidade de trabalho, é o preço da mercadoria. A quantidade de trabalho é medida pela média de horas de trabalho socialmente necessárias. Todas as mercadorias são consideradas como produto do trabalho, e “como valor, todas as mercadorias não são nada além de massas definidas de quantidade de trabalho congelado.”

30. Critique a Teoria do Valor do Trabalho de Marx.

(1) Primeiro, se o preço é realmente a expressão monetária da quantidade de trabalho, o preço não deve flutuar durante a circulação no mercado. Mas na realidade o preço não somente flutua continuamente, mas ele está sempre propenso a subir. Marx explicou essa separação entre valor e preço de uma mercadoria como o acordo entre valor total e preço total em toda a sociedade (Capital, Vol. 3). Mas esta explicação é um exemplo de abuso do conceito de média, e não é uma explicação adequada para a diferença entre preço e valor.

(2) Segundo, de acordo com Marx, o trabalho complexo é convertido em trabalho simples no Mercado. Mas esta afirmação é inconsistente com a Teoria do Valor do Trabalho, que afirma que o preço (= valor) é determinado pela quantidade de trabalho congelado na mercadoria durante o processo de produção. Em outras palavras, de acordo com sua Teoria do Valor do Trabalho, a quantidade de trabalho e, portanto, a quantidade de trabalho complexo, deve ser a expressão básica de valor, que não deve ser determinada a partir de quaisquer outras atividades além do processo de produção. Não obstante, ele disse que a quantidade de trabalho complexo é determinada pelas funções do mercado. Assim, a teoria de conversão de trabalho é um exemplo típico de um raciocínio circular.

(3) Terceiro, a fim de que a Teoria do Valor do Trabalho pode ser provada verdadeira, todas as mercadorias devem ser os produtos do trabalho. Mas os produtos naturais tais como terra, força da água, carvão, petróleo, evidentemente não são os produtos do trabalho, e contudo, eles circulam como mercadorias. A Teoria do Valor do Trabalho é derrubada por estes fatos e argumentos.

31. Apresente brevemente uma contraproposta para a Teoria do Valor do Trabalho.

(1) A quantidade de trabalho não pode ser o valor de uma mercadoria. Uma mercadoria não tem nenhum outro valor além do valor de uso, porque o valor de uma mercadoria é o caráter interno (Sung Sang) de uma mercadoria.

(2) A mercadoria parece aos consumidores como utilizada, e para aos produtores como rentabilidade. Isto é porque a mercadoria, como também a criação natural, serve ao homem como um objeto de alegria. Mas a qualidade objetiva da mercadoria que dá utilidade aos consumidores e rentabilidade aos produtores é o valor de uso da mercadoria.

(3) Toda a quantidade de efeitos de utilidade e de lucro, ou seja, toda a quantidade de efeitos do valor de uso, é a quantidade de satisfação mútua. Portanto, a quantidade de efeitos pode ser comparada uma com a outra em termos de expressão monetária do efeito. Quando ambas as representações monetárias expressas como preço estão de acordo, a troca ocorre. Em outras palavras, a quantidade de efeito expressa como preço é a essência do valor de troca.

(4) Assim, o valor de troca é o mesmo que o valor de efeito. Então a “Teoria do Valor de Efeito” é estabelecida sobre esta base ao invés da Teoria do Valor do Trabalho.
Aqui é desnecessário dizer que o valor de efeito é essencialmente igual ao valor de uso, porque valor de efeito é a quantidade de efeito do valor de uso.

32. Critique brevemente a estagnação da economia na sociedade socialista.

(1) A economia em uma sociedade socialista sempre encontra tais fenômenos como incapacidade para alcançar objetivos, qualidade ruim e acumulação de mercadorias. Isto é porque eles estabelecem um plano econômico baseado na Teoria do Valor do Trabalho.

(2) Esta estagnação pode ser superada somente quando a rentabilidade para os produtores e a utilidade para os consumidores são elevadas. Para elevar a rentabilidade e a utilidade, a liberdade de atividades empresariais e um livre mercado devem ser assegurados.

(3) Na URSS, de acordo com a sugestão do Professor Lieberman (“Plano de Compensação com Lucro,” Setembro de 1962), esses planos que dariam motivação de lucro para as empresas foram criados, e aplicados em muitas fábricas. Mas eles não puderam obter os resultados esperados. A solução do problema da estagnação pode ser obtida somente quando seu sistema econômico muda para um sistema econômico livre, que possa assegurar o efeito de lucro e o efeito de utilidade mais efetivamente.

33. Apresente brevemente a Teoria da Mais-Valia.

(1) A economia capitalista é a economia que busca lucro. Este lucro não pode ser produzido no processo de circulação, mas somente no processo de produção, e somente por meio da força de trabalho. Portanto, o capital investido por meio da produção (máquinas) é considerado como capital constante. (Ele não multiplica valor.)

(2) Lucro é produzido como mais-valia no processo de produção, através do trabalho excedente. Trabalho excedente significa trabalho não remunerado que é executado durante as horas de trabalho excedente.

(3) Horas excedentes são as horas pelas quais as horas de trabalho totais excedem as horas de trabalho necessárias. Horas de trabalho necessárias são as horas de trabalho pelas quais os salários são pagos.

(4) Salário é o preço da força de trabalho. Sendo que a força de trabalho é um tipo de mercadoria, ele necessita determinada quantidade de trabalho para ser produzida. Esta quantidade de trabalho é igual à quantidade de trabalho necessária para produzir as necessidades da vida requeridas para sustentar a vida tais como alimentação, vestuário e remédios. Portanto, o preço das necessidades diárias da vida se iguala ao preço da força de trabalho, ou seja, os salários.

(5) Portanto, o termo “horas de trabalho necessário que correspondem aos salários” é definido como horas de trabalho necessárias para a produção de materiais da vida diária.

34. O que é Mais-Valia Relativa?

(1) Marx disse, “A mais-valia obtida pelo prolongamento das horas de trabalho, eu chamo de mais-valia absoluta. Por outro lado, a mais-valia obtida a partir da redução das horas de trabalho necessárias, eu chamo de mais-valia relativa.”

(2) Mais-valia relativa pode ser explicada como segue: pela introdução de novas máquinas, muitas mercadorias de boa qualidade são produzidas. Como resultado, o preço das necessidades cotidianas da vida diminui. Isto rebaixa o valor do trabalho e, portanto, causa o decréscimo dos salários. A redução nos salários por definição significa means a shortening of necessary working hours; and yet, surplus working hours remain as before. A mais-valia obtida por estas horas de trabalho excedentes é chamada maisvalia relativa.

(3) Por esta razão, embora a sociedade capitalista possa fazer grande progresso e muitas melhorias nas vidas dos trabalhadores, a privação da mais-valia, ou exploração, permanece. Assim, a lógica que o capitalismo deve ser derrubado está estabelecida.

35. Critique a Teoria da Mais-Valia.

(1) A teoria da mais-valia pode ser estabelecida somente no pressuposto que horas necessárias de trabalho realmente existem. Se não existe tal conceito como horas necessárias de trabalho, e se este é apenas um conceito fictício, então horas excedentes de trabalho também não podem existir. Portanto, o conceito da própria mais-valia não pode ser estabelecido.

(2) Marx diz que horas necessárias de trabalho são as horas nas quais o trabalhador oferece o trabalho digno de salário. Salário é o preço da força de trabalho. O preço da força de trabalho como uma mercadoria é determinado pela quantidade de trabalho existente nos materiais da vida cotidiana (necessidades da vida) que são necessárias para a reprodução da força de trabalho. “Quantidade de trabalho de materiais da vida cotidiana” é definida com as horas de trabalho que são requeridas para a produção das necessidades da vida cotidiana. Portanto, horas de trabalho necessárias requeridas para a produção de necessidades para a vida cotidiana para os trabalhadores.

(3) Se isso é verdade, a introdução de novo maquinário deveria ser capaz de reduzir salários. Sendo que novas máquinas podem produzir mercadorias muito mais baratas e de melhor qualidade, as horas requeridas para a produção de bens da vida cotidiana, ou seja, horas necessárias de trabalho são encurtadas. Portanto, salários também deveriam ser reduzidos.

(4) Mas atualmente, ao contrário da época de Marx, salários raramente são reduzidos, mas estão mais propensos a aumentar. Isto significa que não é apropriado dizer que quando maquinário mais recente é introduzido, salários são reduzidos e horas necessárias de trabalho são encurtadas. Na realidade, as horas que correspondem aos salários não podem existir. O conceito de “horas necessárias de trabalho” não é estabelecido. Desta forma, as horas de trabalho que possuem valor igual aos salários (horas necessárias de trabalho) não existem realmente. Este é um artifício enganoso baseado em conceitos fictícios.

(5) Portanto, a teoria da mais-valia que foi estabelecida sobre o conceito das horas de trabalho necessárias não é nada mais do que uma lógica falsa.

36. Apresente uma contraproposta para a Teoria da Mais-Valia.

(1) Lucro é obtido baseado no valor de uso. Ganho não pode existir apartado do conceito de valor de uso. Na realidade ganho (lucro) é obtido no mercado. Portanto, lucro tem tanto o aspecto de valor produzido durante o processo de produção como também o aspecto de ganho formado no processo de circulação.

(2) Mas o aspecto do próprio valor não significa nada mais do que o valor de uso de uma mercadoria. Isto não é produzido pelo trabalho excedente, mas pela ação dar e receber entre os vários elementos incluindo maquinário no processo de produção. (Portanto, maquinário é um tipo de capital variável que produz lucro.) E o aspecto de lucro é obtido pela ação dar e receber com consumidores (clientes) no processo de circulação. Quando produtores suprem os consumidores com valor, eles recebem lucro como sua recompensa. Esse é lucro real.

(3) Lucro é a recompensa social para a atividade de criar valor, através de investimento. Aqui, valor significa valor de uso, ou seja, a própria mercadoria, onde a atividade de criar valor quer dizer aquelas atividades criativas de produção, transporte, armazenamento, etc. Depois que os produtores ou comerciantes produzem, transportam e armazenam as mercadorias, eles as fornecem e exibem para a conveniência da compra dos consumidores. A recompensa que os consumidores retornam para ou produtores ou comerciantes é lucro.

(4) Assim, a contraproposta do Pensamento de Unificação para a teoria da mais-valia é a “teoria de recompensa social” ou a “teoria da recompensa pela criação.”

37. Apresente brevemente a “Teoria do Colapso do Capitalismo.”
De acordo com Marx, o capitalismo segue para a ruína de acordo com determinadas leis do movimento econômico. Estas leis são a “Lei da Tendência da Taxa de Lucro Cair,” a “Lei do Aumento da Pobreza,” e a “Lei da Centralização do Capital.”

(1) A Lei da Tendência da Taxa de Lucro Cair
A fim de obter tanto lucro quanto possível, os capitalistas competem para introduzir novo maquinário. Consequentemente, por causa da acumulação excessiva de capital, o lucro é gradualmente reduzido. Capitalistas mais fracos vão à falência. Portanto, o método de produção capitalista será destruído por causa do próprio lucro. Marx explicou isto por meio da fórmula da taxa de lucro:

Esta fórmula quer dizer que se a taxa de mais–valia (m/v) é constante, a taxa de lucro

diminui constantemente enquanto o capital constante aumenta.
Em outras palavras, se C < C’, então

(2) A lei de Aumento da Pobreza
Sendo que capitalistas pretendem aumentar o lucro, eles sempre têm a intenção de reduzir salários. Porque maquinário é capital constante, e somente a força de trabalho produz lucro, eles tentam aumentar o lucro mantem baixos os salários e fortalecendo a força de trabalho. Ao mesmo tempo, por causa da introdução de novos maquinários, muitos trabalhadores são demitidos e se tornam desempregados. Desta maneira, o aumento do lucro e o aumento dos salários são mutuamente contraditórios. Portanto, na sociedade capitalista o aumento da pobreza é inevitável.

(3) A Lei de Centralização do Capital
A fim de obter tanto lucro quanto possível, os capitalistas competem uns com os outros e introduzem novos maquinários. Assim, o capital investido para o maquinário aumenta, e a acumulação do capital é inevitavelmente necessária. Pequenos capitalistas vão à falência, e seus meios de produção são absorvidos por capitalistas maiores. Durante o processo de falência e absorção, o capital é gradualmente centralizado por alguns capitalistas maiores, e toda a classe média declinará. Assim, duas classes principais, uma pequena minoria de grandes capitalistas, e uma grande maioria do proletariado, são formadas. Entretanto, as massas proletárias finalmente se unirão e derrubarão a sociedade capitalista.

38. Critique a “Teoria do Colapso do Capitalismo.”

(1) Critique a “Lei de Tendência da Taxa de Lucro Cair.”
Atualmente, máquinas de produção automatizadas têm aparecido e estão produzindo enormes lucros. Maquinário é inegavelmente capital variável. Pelo contrário, força de trabalho está relativamente se tornando capital constante. Assim, se a depreciação da máquina é d, então a fórmula da taxa de lucro se torna:

Se as taxas de lucro no caso de maquinário velho e no caso de maquinário novo são respectivamente:
então podemos ver que a taxa de lucro no caso de maquinário novo aumenta como segue:

(a) Quando os produtos são os mesmos em qualidade e quantidade:

(b) Quando salários e depreciação do maquinário são os mesmos:

(c) Quando os dois casos acima mencionados são simultâneos:

Neste caso a taxa de lucro aumenta ainda mais como segue:

Desta forma, quando capital se desenvolve, a taxa de lucro aumenta. Mas por causa do aumento de salários e a taxa de tributação progressiva, a renda individual de um capitalista tende a diminuir. Estas saídas não são utilizadas pata investimento, mas para distribuição do aumento de lucro para os trabalhadores (aumento de salários) e o governo, isto é, a sociedade (tributação progressiva).
Mas embora a taxa de lucro aumente, uma política econômica adequada e também uma grande reforma espiritual são requeridas para evitar a distribuição inadequada do lucro.

(2) Critique a “Lei de Aumento da Pobreza.”
A história depois de Marx prova claramente que está lei está errada. A economia do capitalismo avançado tem feito grande progresso, e a renda nacional aumentou tremendamente. O aumento da riqueza surgiu ao invés do aumento da pobreza. Isto é porque todos os elementos da produção, especialmente maquinário, são capital variável e os capitalistas podem obter mais lucro, embora elevem os salários. O problema ainda por resolver é se a distribuição adequada do lucro é realizada ou não. Para este propósito, a ética empresarial deve ser estabelecida como parte da reforma espiritual.

(3) Critique a “Lei de Centralização do Capital.”
É verdade que atualmente há práticas monopolistas de capital tais como “cartel,” “truste” e “holding” como Marx indicou. Mas a maioria delas assume a forma de uma sociedade anônima. Assim, como uma questão de fato, capital não está sendo centralizado, mas disperso. Além disso, por causa do progresso notável do terceiro setor, especialmente a indústria de serviços, o número de pequenas empresas aumentou consideravelmente. Isto significa a ampla distribuição de capital. Portanto, no sentido estrito, monopólios diminuíram, e pequenas empresas baseadas em economia mista são características da sociedade capitalista atual. Entretanto, os problemas que sobraram são: o enorme desperdício de homens e materiais na competição, a degeneração da ética empresarial, e a expansão do materialismo.

(4) A partir do precedente, podemos saber que, contrário às três leis de Marx, a “Lei da Tendência da Taxa de Lucro cair,” a “Lei de Aumento da Pobreza,” e a “Lei de Centralização do Capital,” demonstramos que a “Lei do Aumento da Riqueza” e a “Lei de Distribuição de Capital” têm funcionado até hoje. É verdade que o capitalismo tem contradições, mas estas contradições surgem da atitude do ser humano, resultando no aumento da confusão e das mazelas sociais.
Todos estes fenômenos são atribuídos ao materialismo. O que deveria ser destruído não é a estrutura social capitalista, mas a atitude do próprio materialismo. Portanto, o Pensamento de Unificação advoga a “teoria da extinção do materialismo” ao invés da “teoria da extinção do capitalismo.”
Tradução: Marcos Alonso (2016) http://www.unificacionista.com

COMUNISMO: uma nova crítica e contraproposta – perguntas & respostas

Teoria da Educação

Teoria da Educação

Dr. Sang Hun Lee

A educação nas sociedades democráticas atuais está em crise, como pode ser visto a partir do aumento da delinquência juvenil, da degradação da moralidade sexual da juventude, da frequente ocorrência de violência na escola, e assim por diante. Contudo, uma teoria de educação apropriada, capaz de superar esta confusão, é difícil de se encontrar, e a educação do atual momento parece ter perdido seu senso de direção. Relacionamentos adequados entre mestres e estudantes estão diminuindo. Isso é o mesmo que dizer que os estudantes não respeitam seus mestres, e os mestres perderam seu senso de autoridade e entusiasmo. Em consequência, o relacionamento entre mestres e estudantes se tornou simplesmente algo onde os mestres estão vendendo conhecimento, muitas vezes baseados no “politicamente correto,” e os estudantes estão apenas comprando, para que as escolas se transformem em lugares de compra e venda de conhecimento. A ideologia comunista se infiltrou nessas circunstâncias, transformando as escolas em lugares repletos de distúrbios.

A ideia democrática no que diz respeito à educação é cultivar cidadãos democráticos que observam esses princípios da democracia como a soberania do povo, o regime da maioria, igualdade de direitos, enquanto ao mesmo tempo respeita os direitos dos outros, cumprindo sua própria responsabilidade, e reivindicando seus próprios e legítimos direitos.

Entretanto, contra este ideal democrático de educação, os comunistas apresentam a seguinte argumentação: “Em uma sociedade de classes, a classe dominante pode realmente respeitar os direitos de trabalhadores e agricultores? Cumprir a própria tarefa e missão na sociedade de classes significa ser um servo leal para a classe dominante, não é? Isso não é verdadeira democracia. Verdadeira democracia é uma democracia para trabalhadores e agricultores, em outras palavras, uma democracia do povo. Portanto, uma verdadeira educação democrática deveria ser aquela para o benefício do povo. Assim, a fim de oferecer uma verdadeira educação, devemos derrubar a sociedade capitalista e construir uma sociedade socialista.” Muitas pessoas têm sido persuadidas por esse argumento.

Este desafio comunista contra o capitalismo não perderá seu poder de persuasão enquanto as estruturas sociais de exploração, opressão, injustiça, corrupção, e assim por diante permanecerem na sociedade capitalista. Portanto, estas mazelas sociais devem ser eliminadas. Para fazer isto, um movimento por uma nova visão de valor baseada no amor verdadeiro de Deus deve ser lançado e, juntamente com ele, uma nova teoria da educação deve ser estabelecida.

Essa nova teoria da educação deve ser estabelecida baseada no padrão que Deus originalmente pretendia para os seres humanos enquanto eles cresciam.

Essa teoria pode então dar direção adequada para as instituições educacionais de hoje, as quais estão em confusão, e pode fornecer uma visão de educação para a sociedade do futuro. Em outras palavras, é uma teoria que capacita a nos prepararmos para a sociedade ideal do futuro. A Teoria da Educação apresentada aqui é simplesmente essa nova teoria da educação.

Teorias da educação geralmente têm dois aspectos. Um é referente aos ideais, objetivos, métodos, e assim por diante, da educação, e corresponde ao que é chamado a filosofia da educação. O outro aspecto trata com educação como um fenômeno objetivo observável, e é chamado de ciência da educação. A ciência da educação trata dos currículos educacionais, avaliação dos alunos, técnicas de aprendizagem, aconselhamento dos estudantes, administração escolar, gestão educacional, e assim por diante.

Estes dois aspectos na educação se colocam no relacionamento de Sungsang e Hyungsang. A filosofia da educação é o aspecto Sungsang da educação, enquanto a ciência da educação é o aspecto Hyungsang da educação. Infelizmente, enquanto a ciência da educação tem feito notáveis progressos até o presente momento, impulsionada por nossa tendência moderna de ter a ciência em alta estima, a filosofia da educação tem sido relativamente negligenciada, e por isso está em constante declínio. O fato que educação atualmente perdeu sua direção implica na ausência de uma saudável filosofia da educação. Portanto, o que é urgentemente necessário atualmente é o estabelecimento de uma nova filosofia da educação. A Teoria da Educação da Unificação apresentada aqui é oferecida a fim de atender exatamente essa necessidade.

1. Fundamento do Princípio Divino para a Teoria da Educação da Unificação

 A. Semelhança a Deus e as Três Grandes Bênçãos

Deus criou homem e mulher à Sua imagem (Gen.1:27). Quando a criação foi finalizada, Deus concedeu a eles Suas bênçãos (as três grandes bênçãos), dizendo: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” (Gen. 1:28). Este é o fundamento para a educação. Baseada neste fundamento, educação pode ser descrita como o processo de criar filhos para alcançar semelhança com Deus. Em outras palavras, educação é um esforço para orientar os filhos para que eles possam se assemelhar a Deus. Assemelhar-se a Deus significa assemelhar-se com Sua Imagem Divina e Seu Caráter Divino. Um ser humano nasce com uma Imagem Divina (Sungsang e Hyungsang, yang e yin, e imagem individual), mas em um estado imaturo. Deste modo, os seres humanos gradualmente passam a se assemelhar à Imagem Divina de Deus enquanto crescem. Isto é ainda mais verdadeiro para o Caráter Divino. Ao dizer que um ser humano deve se assemelhar com a Imagem Divina de Deus significa dizer que ele deve se assemelhar ao Sungsang e Hyungsang, Yang e Yin, e Imagem Individual de Deus, enquanto se assemelhar com o Caráter Divino de Deus significa se assemelhar com o Coração, Logos e Criatividade de Deus.

Entre as bênçãos que Deus concedeu aos seres humanos, “Frutificai” significa crescer e aperfeiçoar o caráter individual; “multiplicai-vos e enchei a terra” significa se tonar esposo e esposa e multiplicar filhos; e “dominai [a terra]” significa ter domínio sobre todas as coisas. Através da realização destas três grandes bênçãos, homem e mulher passam a herdar o Caráter Divino de Deus, ou seja, Seu Coração, Logos e Criatividade, e eles também passam a se assemelhar às naturezas de Deus de perfeição, multiplicação e domínio (ver fig. 5.1) como também herdam a Imagem Divina de Deus.

A seguir, daremos uma explicação concreta sobre o significado de perfeição, multiplicação e domínio, sendo que a ideia para educação é estabelecida na base das três grandes bênçãos.

Perfeição

Jesus disse, “Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:48). Este é um chamado para as pessoas se assemelharem à perfeição de Deus. Perfeição se refere à unidade de Sungsang e Hyungsang. Em Deus, o Sungsang e Hyungsang estão em harmoniosa ação dar e receber no relacionamento de sujeito e objeto centrando no Coração, e estão em unidade. Este estado é perfeição.

Deste modo, para os seres humanos se assemelharem à perfeição de Deus significa que seus Sungsang e Hyungsang estão unidos, centrando no coração. Em um ser humano há quatro categorias de Sungsang e Hyungsang, como mencionado na Teoria da Natureza Humana Original, mas aqui me refiro especificamente à mente espiritual como Sungsang e à mente física como Hyungsang.

A fim de que a mente espiritual e a mente física estejam unidas, a mente espiritual deve funcionar como o sujeito, e a mente física deve funcionar como o objeto; isto é, a mente espiritual deve ter domínio sobre a mente física. A mente espiritual está preocupada com a busca dos valores de verdade, bem e beleza, enquanto a mente física está preocupada com a busca de alimento, vestuário, abrigo e realização sexual. Assim, a fim de que a mente espiritual e a mente física estejam unidas, uma vida em busca da verdade, bem e beleza deve assumir a prioridade, e uma vida em busca de alimento, vestuário, abrigo e realização sexual deve se tornar um meio secundário para esse fim.

O centro da ação dar e receber entre a mente espiritual e a mente física é coração e amor. Em resumo, uma vida em busca de alimentação, vestuário e abrigo deve ser conduzida centrando em uma vida em busca de verdade, bem e beleza, baseada no amor. Isto é o que se entende por assemelhar-se à perfeição de Deus. Quando as pessoas são jovens, elas não entendem bem os valores de verdade, bem e beleza; mas quando elas amadurecem, seus corações gradualmente se desenvolvem e elas passam a conduzir ― centrando no amor ― uma vida verdadeira, uma vida boa e uma vida bela. Assim, as pessoas gradualmente passam a se assemelhar à perfeição de Deus.

Sendo que um ser humano é um ser dual de ser espiritual e ser físico, o crescimento humano envolve o crescimento de ambos os seres espiritual e físico. A primeira bênção, “crescer,” se refere não somente ao crescimento do ser físico, mas primariamente ao crescimento do ser espiritual, ou seja, o aprimoramento do nível espiritual de uma pessoa. Contudo, o ser espiritual cresce no fundamento do ser físico, ou seja, através da ação dar e receber com o ser físico. Se os seres humanos crescem até a maturidade desta forma, eles herdam a perfeição de Deus. Portanto, esta é a primeira bênção, dada como uma promessa para os seres humanos.

Teoria da Educação